Aeroporto de Londrina
O aeroporto de Londrina voltou a ser estorvo para o progresso da cidade. Desde a origem sofreu da má vontade; apesar do trafego aéreo local ter sido um dos mais intensos do Brasil na época em que éramos fronteira agrícola do Norte do Paraná. A perspectiva de construir um novo aeroporto é bem mais antiga. Já na década de 1960, quando dos estudos do primeiro Plano Diretor de Londrina, na administração de Hosken de Novais, se previu reserva de área no espigão entre os rios Lindóia e Jacutinga. Essa área foi inviabilizada com as linhas de energia e subestação da Copel a oeste, próximo a divisa com Cambé. Na década seguinte, estudou-se uma nova área, com participação de pessoal especializado da Aeronáutica, que a aprovou como ideal. Esse local também sediaria o Controle Aeronáutico da Região Sul, denominado Cindacta, em projeto na época. Essa área foi declarada de utilidade pública. Sua localização era o centro de um arco tornando equidistante as cidades desde Ibiporã até Apucarana; servindo adequadamente toda região. Mas como é de praxe em Londrina, todo planejamento da administração anterior é sistematicamente ignorado, esse, de propósito. Como as demais áreas, essa corre o risco de também ser inviabilizada pela moda dos condomínios da zona sul de Londrina.
RUDOLFO HORNER (engenheiro civil aposentado) – Londrina

Coleta de recicláveis
Tivemos um período longo de distribuição gratuita de sacos verdes para separação do lixo com a finalidade de nos educar. Por que verde? Ora, já sabemos que o preto é de orgânico e para o reciclável teria que ter outra cor – e por que não o verde? Ao recolher, os garis já sabem o que é orgânico e o que é reciclável, caso contrário, teria que abrir para saber o que tem dentro - faça o favor! Tenho acompanhado reclamações por não estarem recebendo o saco verde. Compramos os sacos pretos e não exigimos que ninguém nos forneça gratuitamente. Por que tanta exigência e reclamações com a falta de saco verde? Toda loja que vende o saco preto vende também o verde e o preço é o mesmo. Enquanto uma família usa um saco preto/dia a média do reciclável é para 3 dias. Se pensarmos num custo de R$ 0,35/saco verde, o custo mensal é de R$ 3,50. Quem já assimilou que está fazendo bem para a natureza, compra um cento desses sacos para usar quando não ocorrer a distribuição e você terá uma reserva pra esquecer no tempo. Será que precisamos de paternalismo até para o lixo? Cada reclamação que vejo percebo esse que ainda não foi sensibilizado.
ORLANDO DORIGO ANDREO (aposentado) - Londrina

Desigualdade e democracia
A opinião do professor Roberto Bueno expressada no artigo "Desigualdade, tributos e democracia" (Opinião, 1/8) representa um convite à reflexão acerca de uma das possibilidades de efetivação de um estado democrático de direito, de forma crítica, fundamentada e respeitosa. O momento histórico pelo qual vem passando nosso país deveria nos deixar em alerta, em razão de uma velada campanha para o descrédito da democracia preparando espaço para que um "messias" venha resolver os problemas. A incômoda sensação de ameaça ao nosso jovem "estado democrático" cala fundo. Espero seja apenas uma avaliação pessimista (e não realista) desse momento.
JOÃO FRANCISCO TOSO (professor) - Maringá

Eleições americanas
Tanto se molda uma sociedade livre de preconceitos e igualdade, mas há de convir que caminhamos a passos lentos e vejo um certo retrocesso. Corremos risco de um dos países de maior influência do mundo contemporâneo nomear um presidente com ideias nefastas em se tratando de respeito ao próximo e à dignidade. Caso sua eleição ocorra, torço para que abra sua mente para com os excluídos, que não vivem somente em seu país, mas no mundo todo. Não dá mais para não pensar em dignidade humana sem respeitar os diferentes e os excluídos. Os filhos dos nossos filhos não podem pagar pela nossa arrogância e ganância. Desejamos um viver harmônico, independentemente da condição dos seus semelhantes!
LUIZ FURTADO (vendedor) – Londrina

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