Opinião Atualizado em 30/07/2016, 23:00
OPINIÃO DO LEITOR
Há 3 décadas, durante os 3 anos que estudei no Japão, não dirigi e tampouco tive necessidade de possuir um carro. A explicação é simples e lógica: fiz o que todos faziam, pois o transporte coletivo supria todas as nossas necessidades no dia a dia e também nas viagens pelo país. Desde então, sempre sonhei em poder fazer isso aqui em Londrina: ir trabalhar de ônibus. Mas, por que o transporte coletivo não progride no Brasil? Uma frase que ouvi talvez consiga explicar: "Nossa, regrediu, está andando de ônibus!". Para nós, brasileiros, fazer uso de transporte coletivo é um demérito, é coisa de pobre. Não importa o que verdadeiramente somos ou temos, o que importa é o que os outros pensam sobre nós. Na falta de atributos e argumentos, os carros, assim como as roupas e celulares, passam a ser o nosso cartão de apresentação na busca pela ostentação e satisfação da nossa angustiante necessidade de autoafirmação. Assim como a corrupção, a ostentação é um indicativo na razão direta da falta de educação, tomando o cuidado para não confundirmos a verdadeira educação - que forma e prepara o cidadão para o convívio social - com a simples escolaridade, que confere apenas diplomas ou títulos. A falta de educação nos leva a um comportamento egoísta, individualista, que não nos permite enxergar que o que é bom para a comunidade é bom para cada um de nós. Então, lamentavelmente, para nós brasileiros, o transporte coletivo - mais barato, mais cômodo, menos poluente, pontual e que desafoga o trânsito - é definitivamente "coisa de pobre" - como afirmam os verdadeiros pobres, os pobres de espírito.
EDSON KENJI TAKAKI (médico) - Londrina
As pessoas que têm acompanhado as notícias desde a divulgação de que o Rio seria a sede da Olimpíada, apostavam que a sujeira da Baía de Guanabara ou que a violência da cidade é que seriam os vilões na realização dos Jogos. Isso expõe o quão ineficiente é não só o governo da cidade, mas também o país que, além de tudo, vem de vexame mundial por conta da corrupção. Porém, para a nossa surpresa, já no "cartão de visitas", ou seja, na acomodação das comitivas dos países estrangeiros vemos notícias da precariedade dos apartamentos, um descaso total. Será que é só a corrupção o problema do País? Obras atrasadas, superfaturadas e outras nem ficarão prontas, com políticos preocupados tão-somente na própria promoção e de olho na reeleição, pessoas apadrinhadas em cargos de chefia no qual quase nada entendem do assunto de suas pastas, o prefeito Eduardo Paes dando uma bola fora atrás da outra, desculpas e mais desculpas. Enfim, vem demonstrar ao mundo que nesse país a ineficiência do Estado em executar obras e organizar eventos nos custa tão caro quanto a corrupção.
MATHEUS CLEMENTE GOMIDE DA SILVA (contador) Londrina
O ex-presidente Lula encaminhou ao Comitê de Direitos Humanos da ONU um recurso para tentar barrar ações que considera como abuso de poder do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Operação Lava Jato. É muito atrevimento. Depois de quebrar o País, apela para uma corte internacional com mentiras e alegações infundadas de perseguição pela Justiça brasileira e, ainda por cima, contrata um caríssimo advogado (Geoffrey Roberston, renomado mundialmente por defender grandes personalidades) para defendê-lo. O ex-presidente, no desespero de se safar da cadeia, agora está desmoralizando o nosso Judiciário perante o mundo. Lula já conta com um séquito de 20 advogados. Juntando a esse causídico internacional, que só trabalha por cifras milionárias, quanto está custando essa conta? Quem paga e com que dinheiro, já que os ganhos comprovadamente honestos do ex-presidente não são tão significativos assim? Com certeza, é com dinheiro sujo. Outro que está em extrema aflição e denotando explícito desplante para com a Justiça é Renan Calheiros, com o seu sórdido projeto para melar a Lava Jato. Legislando em própria causa e de seus comparsas, provavelmente, conseguirá o apoio de seus pares, para seu asqueroso intento. Toda a sociedade tem que se movimentar para impedir que esses bandidos da política nacional concretizem essa tragédia moral. No Brasil que queremos não cabem mais políticos bandoleiros.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) Londrina
Atribuir a Dilma Rousseff, presidente afastada do PT, a culpa pelo preço do feijão como vez o leitor Wanderley R. do Lago (Opinião, 27/7) não é correto: erros e crimes cometidos à parte, essa culpa não é da presidenta. Ninguém consome feijão velho, logo, de nada adianta estocar. Se houver excedente de produção e pagarem o frete, é melhor doar do que deixar o preço cair e desestimular o produtor. Quanto à soja e milho, além de serem produtos mundiais, são passíveis de estoque.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina





