OPINIÃO DO LEITOR
Aeroporto Governador José Richa
Os mesmos problemas operacionais do Aeroporto de Londrina, que já eram conhecidos há muito tempo, ainda continuarão por muito tempo, agora acrescidos de novos problemas. A localização do aeroporto poderia ser muito adequada nos tempos da sua inauguração em 1949, quando os famosos Douglas DC-3, Convair 240 e outros aviões a hélice o utilizavam. Os tempos mudaram, a cidade cresceu, vieram os aviões maiores e mais modernos, a frequência de voos e o movimento de passageiros aumentou, com isso, o local do aeroporto deixou de ser ideal. De nada adianta planejarem a instalação do ILS neste aeroporto se ele só seria instalado em janeiro de 2019, conforme reportagem da Folha de Londrina (Economia&Negócios, 29/7). Na mais otimista previsão, é muito maior a possibilidade da ocorrência de novos adiamentos da sua instalação que a ocorrência de uma improvável antecipação. Soma-se à demora na instalação do ILS que poderia reduzir em parte as restrições de voos em situações adversas de clima, a recente Portaria 957/GC3, de 9/7/2015, do Comando da Aeronáutica condenou definitivamente o futuro do aeroporto. Londrina precisa buscar urgente um novo local para o principal aeroporto da cidade, deixando o atual aeroporto para aviões menores, inclusive executivos. Poderia ser mais ao norte, na região de Warta, talvez até cogitando a ampliação do Aeroporto 14 Bis ou na região mais ao sul, mas sempre buscando áreas menos sujeitas à formação de nevoeiros. Este novo aeroporto precisaria ser planejado para pousos e decolagens de aviões maiores, inclusive cargueiros que hoje não conseguiriam pousar no José Richa prevendo a inevitável expansão econômica e populacional da região.
ROBERTO YOSHIDA (autônomo) Londrina
Aeroporto x construtoras
O que é mais importante para a população de Londrina: a segurança nas operações aéreas ou a garantia da expansão vertical da cidade? Para mim, cidadã, a primeira opção é clara e inquestionável. O uso da palavra "ameaça"em suplemento deste jornal ao expor o conflito entre as regras da aeronáutica x construtoras causa um grande mal-estar, uma vez que deixa desnudado o interesse do capital versus a garantia da segurança de quem voa e de quem está no chão. A cidade de São Paulo, por ceder irresponsavelmente às investidas das construtoras, enfrenta hoje um sério problema no aeroporto de Congonhas, expondo ao risco, não apenas as centenas de voos diários e seus ocupantes, como os milhares de cidadãos que habitam o seu entorno. Aventar a possibilidade de mudança do aeroporto para outro local atendendo ao ímpeto expansionista das construtoras, como se percebe subliminarmente na referida reportagem, é no mínimo, temerária. É preciso ser firme no que se refere às normas de segurança e jamais permitir que interesses financeiros de terceiros interfiram em decisões que dizem respeito a toda uma população!
NEUSA MARIA PASCHOAL LOPES (psicóloga) Londrina
Preço do feijão
Muito bom e oportuno o comentário do leitor Wanderley R. do Lago (Opinião, 27/7) sobre o preço alto do feijão e também de um fato muito grave e que a grande maioria da população desconhecia: a doação de 625 toneladas do grão para Cuba, dos exploradores irmãos Castro, doação justificada como estoque humanitário destinado a países em situação de crise. O site Marti Notícias, administrado por cubanos exilados no estrangeiro, fez uma grave denúncia de que os alimentos doados pelo Brasil a Cuba foram vendidos no mercado privado pelo governo dos Castro! E tem mais: não foi só feijão não, arroz também! É ou não é um verdadeiro descalabro? Enquanto isso, famílias brasileiras sequer conseguem comer direito num país em crise! E o que é pior e que nos machuca por dentro é Dilma querer justificar tanta incompetência, falta de gestão e amor comunista pelos Castro, gritando a toda hora: É golpe! Claro que foi golpe! Deles (Dilma, Lula, PT) em nós brasileiros! Um desejo meu e de grande maioria do povo brasileiro: vai para cuba Dilma! E, por favor, fique por lá!
ODIVAL BENEDITO DE MATOS (empresário) - Londrina
Correção
Diferentemente do publicado hoje na matéria "Contorno Norte de Rolândia será interditado para obras" (Cidades), a foto não corresponde ao serviço que será realizado na PR-323.
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