OPINIÃO DO LEITOR
Crise do feijão
Quem é o culpado pela crise do feijão que tem se arrastado por vários meses? Não se iluda quem pensa ingenuamente que é por conta exclusiva de uma safra frustrada pela seca ou excesso de chuvas nas principais regiões produtoras desta leguminosa. O grande problema não é só a situação climática, mas principalmente pela incapacidade do governo de regular e distribuir estoques de vários alimentos essenciais a nossa alimentação, entre eles o feijão. Dão prioridades à soja e ao milho. A presidente afastada Dilma Rousseff (PT), sabendo que a produção do feijão no ano passado, cuja safra foi boa, seria suficiente somente para abastecer o nosso consumo, teve a incompetência (ou mal intencionada) de exportar para Cuba em outubro do ano passado 625 toneladas do nosso feijão, alegando que seria para o programa Doação Humanitária de Alimentos. Sem contar com o envio de quase todo o estoque para nossos irmãos do Nordeste, demonstrando a sua incapacidade de gerenciar a distribuição de estoques de alimentos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para as demais regiões do País. A Argentina e Bolívia, que são nossos produtores vizinhos, não têm fôlego para nos socorrer. Outros produtores como a China e México tem questões sanitárias ainda não resolvidas. Haja incompetência! Convenhamos, não tem coisa melhor do que um prato com arroz bem soltinho e um feijão bem temperado. Fico indignado com a sugestão de especialistas na imprensa sugerindo trocar o feijão por outras leguminosas como lentilha, ervilha, soja, etc. Sugiro a esses especialistas fazer uma feijoada de ervilha, por exemplo, e provar que ela substitui o feijão.
WANDERLEY RODRIGUES DO LAGO (consultor de negócios) Londrina
Sacrifícios dos servidores públicos
O professor Jonas Vieira da Costa (Opinião, 23/7) chama de visão simplista a opinião do presidente da Acil, Claudio Tedeschi, expressa no artigo "Empobrecimento exige sacrifícios do funcionalismo" (Espaço Aberto, 16/7). O professor Lista diversas fanfarronices e mazelas do governo do Estado, com as quais concordo. Aliás, o governador diz que nossa situação é de equilíbrio fiscal e pretende prorrogar a dívida do Estado com o governo federal deixando a conta para outro. Mas uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Independentemente de sacrifícios já feitos e maldades sofridas, o momento exige mais. Se recusar, sob qualquer pretexto, a fazê-lo é empurrar a outros o esforço que lhe cabe. Se o governo sacou milhões do Fundo Previdenciário, este dinheiro para existir não foi tirado do contribuinte?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
Nadando em dinheiro
Os "legítimos" representantes do povo, no Congresso Nacional, estão querendo construir um novo prédio com anexo para a Câmara dos "eficientes" deputados federais, estimado inicialmente em quatrocentos milhões de reais, já que o espaço atual é muito pequeno em comparação à "grandiosidade" dos serviços prestados ao sofrido e desgastado país chamado Brasil. Temos no país onze milhões de desempregados; a maioria dos estados se encontra em dificuldades financeiras; atrasando pagamentos dos servidores, inclusive os da educação, saúde e segurança. Administradores sem o mínimo de responsabilidade, principalmente a fiscal. Assembleias legislativas quanto maior, mais gastam e menos produzem, ou quase nada, a não ser em interesse próprio. Escândalos pipocando diariamente nos quatro cantos do país. Mesmo metidos em falcatruas de todas as ordens, os parlamentares conseguem proteção de seus pares, graças à vergonhosa imunidade política.
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) Londrina
Correções
Diferentemente do informado no caderno EncontrosFolha, que circulou na edição do último domingo da Folha de Londrina, a data correta da 7ª edição do EncontrosFolha é 29 de julho de 2016.
A Folha errou o número de sua edição nas capas de segunda-feira e ontem. Os números corretos é 20.633 (25/7/2016) e 20.634 (26/7/2016)
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