Tocha Olímpica
A tocha passou por aqui. Apesar de não ter verba para saúde, apesar dos escândalos do governo, apesar de não ter merenda nas escolas. A tocha passou por aqui. Apesar das greves, do altíssimo número de desempregados. Falei do transporte público? Caríssimo, mas em meio a tudo isso, a tocha passou pela minha cidade, pela sua, pela cidade vizinha. Temos a impressão que por onde a tocha passa tudo funciona. Incrível, triste e verdadeiro. Funciona sim, por algumas horas. Acompanhei de perto. Fui ver, esqueceu que a tocha passou por aqui? Ruas foram recapeadas e sinalizadas ou seria coincidência? Por onde passa há policiamento nas ruas, ninguém fura o sinal. Andar à noite é seguro. Você não é assaltado do nada. Ninguém é atropelado. Tem até grupo antiterrorismo, já treinado para o evento na cidade mais violenta do país. Agora falta pouco para o grande dia, 5 de agosto. Para a cerimônia de abertura no Maracanã, não se iluda, serão gastos milhões. O mesmo podemos dizer do encerramento no dia 21 do mesmo mês. Resta esperar e contar com a sorte para que o governo, após esse grande evento, volte os olhos para seu povo brasileiro que trocaria, toda verba gasta com os Jogos Olímpicos por atendimento digno em hospitais, escolas para seus filhos, emprego para garantir que a família tenha o básico e policiamento eficaz que realmente traga segurança. Vamos ver o que nos espera o pós-Olimpíada Rio 2016.
MARIA CRISTINA CARDOSO (estudante de Jornalismo) - Londrina

O anti ‘Vica’
Claudio Sergio Tedeschi, ou simplesmente Cláudio, há muito tempo está nessa luta associativista, doando seu precioso tempo para causas quase inatingíveis, mas que pertencem a todos nós. Altruísta de carteirinha, sempre colocando o nós à frente do eu e costurando as pontas para contribuir com a sociedade, envolvido com entidades representativas e a comunidade. Tem a carreira empresarial no sangue e sempre foi espelho para quem esteve ao seu lado. Claudio lembra Einstein: viver de sonhos, de vitórias e de derrotas, e aprender com as derrotas. Está do lado de quem batalha para dizimar a "Vica" para conseguir avançar na velocidade que queremos! Vica é a abreviação de vaidade–inveja–ciúmes -arrogância. Claudio, que orgulho a dona Catallina e o seu Alduvilho e toda a turma do quarteirão têm de você. A Acil não poderia estar em melhores mãos. Estou aqui, sempre às ordens, meu amigo e inspirador. Deus abençoe sempre você!
FLÁVIO MONTENEGRO BALAN (ex-presidente da Acil) - Londrina

Tolerância é sabedoria e virtude
E os ataques terroristas se sucedem incansavelmente fazendo inúmeras vítimas inocentes pelo mundo. O último foi protagonizado por um motorista que avançou com um caminhão sobre dezenas de pessoas na cidade de Nice em dia de feriado nacional na França (14/07/1789). As motivações das barbáries nem sempre são conhecidas, mas comumente justificadas em questões de opinião (dogmática, ideológica, fundamentalista, sectária). Ora, uma opinião é sempre uma crença incerta (ex: o seu deus não é o meu Deus)! Cada um, por mais convencido de que tenha razão, deve admitir que não tem condições de prová-la. Somos todos feitos de fraquezas e de erros. O Príncipe do Iluminismo (Voltaire) ensina que devemos nos tolerar mutuamente porque somos fracos, inconsequentes, sujeitos à mutabilidade, ao erro. É aí que a tolerância, como virtude, funda-se: reconhecer a incapacidade que temos de alcançar a verdade absoluta. Essa pequena virtude nos convém e ela está ao nosso alcance. O filósofo André-Comte Sponville adverte: "Assim como a simplicidade é a virtude dos sábios e a sabedoria é a virtude dos santos, a tolerância é sabedoria e virtude para aqueles que - todos nós - não são uma coisa nem outra."
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina

‘Estados independentes’
O empresário Fábio Rabelo, de São Paulo, quer um plebiscito para saída de São Paulo da República Federativa do Brasil, conforme informou Oswaldo Militão em sua coluna(Cidades, 3/7). No entanto, há um ponto negativo: se todos os estados proclamarem a independência, em nosso redor vão surgir vários países como Paraguai e Bolívia, e a consequência disso todos sabem. Há outra opção compatível com o contexto: isso é mudar atual sistema político do país. Pelo atual sistema, tudo depende dos políticos de Brasília. Já no sistema federativo norte-americano, o governo central não coordena os negócios dos estados federativos. Cada estado federativo tem seu próprio Código Penal e também tributário. Se mudança se concretizar, então toda lei será emanada pelo anseio do povo da respectiva unidade federativa.
OSAMU ARAZAWA (contador) – Londrina

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