Sacrifícios sem seletividade e partidarismo
Com todo o respeito, é de se lamentar a visão simplista, partidarizada e seletiva do presidente da Acil, Claudio Tedeschi (Espaço Aberto, 16/7), no que tange aos problemas econômicos no Brasil e no Paraná. Lamento ele não fazer uma breve análise do contexto histórico do Paraná. No findar de 2014, o chefe do Executivo se vangloriava do aumento nas receitas em 56%, com esse aumento na arrecadação seria necessário mais sacrifícios? Apesar da arrecadação, todos os paranaenses foram surpreendidos com aumento de 50% no ICMS, 40% do IPVA, sem falar no pedágio mais caro do mundo cobrado aqui. Em se tratando dos servidores públicos, estes além de apanharem da polícia no Centro Cívico em 29 de abril, os inativos que ganham acima do piso do INSS são taxados em 11% nos seus vencimentos. Um ponto de real importância é no que se refere ao Fundo Previdenciário, poupança dos servidores públicos, que infelizmente em 2015 o governo sacou em uma tacada com a conivência do Legislativo R$ 527.000.000,00 dos servidores públicos e pasmem o saque não parou: todo mês são sacados R$ 140.000.000,00 da poupança do trabalhador para o governo honrar as aposentadorias. E, então, isso não é sacrifício? O empobrecimento de uma nação analisado por uma visão simplista, partidarizada e seletiva, infelizmente é carregada de vícios e fatalmente provocará injustiças e não virá de encontro aos anseios dos que mais necessitam. Essa visão pode colaborar para a exclusão de milhões de brasileiros. Se há necessidade de sacrifícios, que seja sem seletividade e sem partidarismo.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor) – Londrina

Mais sujo que pau de galinheiro
Esse adágio popular se enquadra para a maioria dos políticos brasileiros, em especial, ao senador Renan Calheiros. O histórico de corrupção e de safadeza desse político (casos dos bois; desvio de verbas do Senado; uso indevido de avião da FAB e da cota de passagens; compra de emissoras de rádios em nome de laranjas; pagamento por uma empreiteira de pensão a uma amante com a qual tinha uma filha, etc.), é de causar revolta. Esse político deveria estar fora da política e dentro de uma penitenciária. Isso ainda não ocorreu pelo fato que a maioria dos seus pares e dos deputados federais têm problemas sérios de corrupção. Com isso, temos o famoso tomá lá dá cá, ou seja nós te defendemos e você nos defende. Brasileiros, temos que fazer uma forte pressão popular para tirar esse bandido do poder, antes que ele consiga dentre outros, restringir o uso da delação premiada (gravado áudio sobre esse assunto entre o Renan e o ex-presidente da Transpetro).
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) – Londrina

Farra em Brasília
No recesso não se trabalha, em fevereiro tem Carnaval, em junho festas juninas no Nordeste, em julho recesso, em agosto Olimpíada, em outubro eleições e em dezembro Natal e férias, e aí, novo recesso oficial. Com essa perspectiva, nossos representantes em Brasília deveriam lançar um concurso para eleição e criação de atividades nos demais 5 meses do ano que sobraram. Se não fizerem isso, esse novo presidente da Câmara, um louco, vai querer que eles trabalhem o absurdo de três dias por semana e se faltarem haverá desconto no salário. Deus nos ajude!
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

Olimpíada
Com relação à manifestação da professora Karen Aoki Romero sobre a Olimpíada no Brasil (Opinião, 21/7), não discuto a decisão quanto à conveniência de o nosso país, em especial o Rio de Janeiro, sediar esse evento. O que me chamou a atenção foi a exaltação por ela feita aos atletas, pela obstinação e o esforço deles, de uma vida de sacrifícios com o escopo de competir. Karen é bem a prova disto. Lembro-me dela e de outras crianças que treinavam duro na natação da Acel Foi graças ao sucesso delas é que foi construída a piscina olímpica da UEL. Dali saiu também o seu irmão, Rogério Romero. Hoje todos aqueles pequenos atletas são profissionais liberais e empresários, brilhando aqui e em outras cidades. O esporte faz cidadãos. Resta-nos agora torcer para que a Olimpíada seja um sucesso.
SEBASTIÃO NEI DOS SANTOS (advogado) – Londrina

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