Olimpíada no Brasil
Os Jogos Olímpicos são a maior festa esportiva do planeta. A Olimpíada realizada na nossa casa revela os maiores dentre os melhores. Destaca aqueles que fazem de sua vida um sacrifício dia após dia. Recompensa madrugadas de treinos. Remete ao lema do criador Barão de Coubertain: "O importante é competir". Respeito a opinião dos que são contra a realização, mas ser contra por conta de corrupção merece, com certeza, uma reflexão maior. Criticar o evento em si, como se fosse ele, o espírito olímpico o responsável por todas as mazelas do nosso País não merece crédito. Não são os atletas os culpados. Não são os Jogos. Não é a Olimpíada. Não é. Em poucos dias teremos a abertura deste grandioso evento e torcemos pelos nossos atletas, para que a paz prevaleça e para que, apesar de tudo, seja um sucesso. Porque só criticar a esta altura do campeonato, não merece crédito.
KAREN AOKI ROMERO (professora) – Londrina

Aposentadoria por invalidez
A título de esclarecimento para a leitora Louris C. Lourenço (Opinião, 5/7) o ministro Henrique Meireles não atrelou a economia de R$ 7 bilhões, realmente necessária ao país, ao cancelamento de aposentadorias por invalidez. O que acontece, na Previdência Social, é que existem muitas pessoas que recebem o benefício da aposentadoria por invalidez sem fazer jus a tal. O maior exemplo disso é Luiz Inácio Lula da Silva que recebe uma aposentadoria como presidente da República, uma como deputado e uma, a mais antiga, por invalidez, concedida quando "perdeu" o dedo mínimo da mão esquerda em um equipamento metalúrgico. Pelas tabelas do INSS, a perda do dedo mínimo da mão esquerda, sendo ele destro, daria, no máximo, uma ínfima indenização, paga em uma única parcela e ele voltaria para o trabalho, pois nada o impediria de continuar exercendo sua função de torneiro mecânico. No entanto, não se sabe como, ele conseguiu uma aposentadoria por invalidez - daí em diante não poderia ocupar mais nenhum posto de trabalho remunerado, sob pena de perder a aposentadoria. No entanto, ocupou dois altos cargos no governo do Brasil, que lhe renderam altos salários e polpudas aposentadorias cumulativas. Meireles tem toda razão: é necessário passar um pente bem fino nas aposentadorias por invalidez e vamos ver quantos "Lulas" serão encontrados. Espero que a primeira a ser cancelada seja a do cidadão Luiz Inácio Lula da Silva.

NINA CARDOSO
(psicóloga) – Londrina

Reajuste de salários de políticos
Parabéns ao presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina, Claudio Tedeschi, pelo artigo "Empobrecimento exige sacrifícios do funcionalismo" (Espaço Aberto, 16/7). O contribuinte paranaense deve saber que, entre 2010 e 2016, o crescimento nominal dos gastos com servidores foi praticamente de 100% e o crescimento real alcançou cerca de 38%. Apenas em 2016, o deficit previdenciário do funcionalismo vai chegar a quase R$ 3 bilhões, montante bancado pelo tesouro estadual e que faria a diferença aplicado em serviços prioritários. O deputado Nereu Moura (PMDB), demonstrando saber que o exemplo vem de cima, referindo-se à compra de um novo painel eletrônico para a AL disse: "Você não pode congelar o salário dos servidores do Estado e gastar em algo que seja supérfluo". Os servidores do Rio estão sem receber o que demonstra nada adiantar ter direitos exagerados garantidos por categoria forte, quebrar o Estado e depois nem receber o básico. E a Mesa da Câmara de Londrina rechaçou sugestão do Conselho Municipal de Transparência e Controle Social de atrelar reajuste à arrecadação (Política, 28/6). Diz tratar-se de garantia constitucional a reposição inflacionária. Se existe, não deveria. Se está escrito, duvido que seja obrigatório. Atrelar reajuste à arrecadação deveria ser regra também para deputados estaduais, federais e respectivos servidores. É inconcebível que um vereador, deputado ou servidor garanta o "seu" a ponto de diminuir outros investimentos para a população que serve.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

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