Um grande salto para a humanidade
Em 20 de julho de 1969, os cosmonautas Neil Armstrong e Edwin "Buzz" Aldrin pisaram pela primeira vez - nessa ordem sucessiva - no solo arenoso do nosso satélite natural. O comandante Michael Collins, enquanto seus companheiros de viagem sentiam os efeitos da gravidade lunar, permaneceu sozinho no módulo de comando da Apolo 11, garantindo a segurança e o controle da missão. Durante o tempo em que orbitou a Lua, especialmente ao sobrevoar a sua face escura e sem qualquer comunicação com o centro de controle de Houston (EUA), Collins afirmou, em entrevistas posteriores, que nunca se sentiu sozinho, apesar deste tempo ter sido descrito por historiadores como um período que, desde Adão, ninguém havia sentido tanta solidão. Possivelmente, Michael Collins sentiu o mesmo que os discípulos de Jesus de Nazareth sentiram às margens do mar da Galileia, conforme narra às sagradas escrituras (Atos 1, 1-11): "E estando de olhar fito no céu, enquanto Jesus se afastava, apresentaram-se-lhes dois homens vestidos de branco que disseram: ‘Homens da Galiléia, por que estais a olhar para o céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o céu, virá do mesmo modo que o vistes ir para o céu’".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) – Londrina

Redução de voos
A Associação Brasileira de Empresas Aéreas (ABEAR) informa, por meio de sua assessoria, que a variação do ICMS sobre querosene de aeronaves, cobrado por cada estado, influencia sobremaneira a ampliação ou diminuição das frequências de malha aérea (Reportagem, 17/7). A redução ou eliminação de vários voos no nosso Estado, principalmente no interior, teve início a partir do aumento do ICMS sobre querosene, determinado pelo governo do Paraná. Ao determinar esse aumento, o governo já sabia de antemão que haveria consequências, uma vez que as empresas aéreas vêm negociando com vários estados a redução do ICMS, conforme vimos na reportagem da FOLHA. Podemos considerar essa atitude do nosso governador como um "presente" ao interior do Estado, que já é prejudicado com pedágio absurdo, falta de investimentos em segurança e saúde, etc. Em respeito a tudo o que o interior produz para a riqueza de nosso Estado, só nos resta apelar ao governador para que reveja esse aumento e negocie com as empresas aéreas. O interior também é do Paraná. A redução de voos está prejudicando sobremaneira a população e a economia do interior, além de afugentar novos investimentos que, via de regra, são encaminhados para a Região Metropolitana de Curitiba.
CLAUDENIR TARIFA LEMBI (contador) – Londrina

Pedágio
Tenho lido as manifestações sobre o pedágio mais indecente, imoral, ilegal e mais caro do Brasil, visto que não temos alternativa para nos locomover e somos tolhidos em nosso direito de ir e vir. Já manifestei antes o meu pensamento e continuo achando a mesma coisa: a renovação desse contrato, faltando mais de cinco anos para seu término, é um disparate governamental e nos leva a pensar que existe interesses obscuros do governo e seus aliados na Assembleia Legislativa, sabemos que as concessionárias bancam eleições da maioria dos parlamentares. Penso que a sociedade deve ser consultada e também que os contratos deveriam ter um prazo menor.
ANTONIO DOS SANTOS JOTA (corretor de imóveis) – Londrina

Futuro sem futuro
Positivamente "Le Brèsil n´est pas un pays serieux". A frase impropriamente atribuída ao general De Gaulle adquire foros de verdade diante dos números apontados pelo DataFolha: Cinquenta por cento dos entrevistados aprovam o governo Temer desconhecido, aliás, por 33% dos brasileiros (!); 32% preferem o retorno de Dilma (não levam em conta a sua desastrada administração). Por outro lado (acreditem!), Lula lidera pesquisa para 2018! E para completar a falência da nossa condição moral e cívica, Cunha se diz traído por Temer; não considera que o povo é que foi traído por ele. Para nos tornarmos o país do futuro, temos muito que caminhar. Ainda somos massa, não somos povo.
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) – Londrina

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