País das contradições
Com todo respeito aos detentores de opinião divergente, o Brasil continua sendo um país desprovido de seriedade. Gastamos bilhões de reais para sediarmos Copa do Mundo e Olimpíada, construímos arenas em regiões que historicamente possuem pouca ou mesmo nenhuma expressão no futebol, e mesmo de difícil viabilização de grandes eventos possíveis de serem realizados nestes espaços. O resultado era perfeitamente previsível: temos estádios como a Arena Pantanal que, além do superfaturamento na sua construção, continua gerando prejuízos, não consegue sequer viabilizar o dispêndio com a sua manutenção, situação previsível. Poderíamos citar inúmeros outros exemplos de desperdícios de dinheiro público, verdadeira ladroagem, obras superfaturadas que decorridos dois anos da malfadada Copa no Brasil, ainda não foram concluídas, serão eternamente conhecidas como os verdadeiros "elefantes brancos" símbolo da incompetência. Por outro lado, não temos saúde, segurança, estradas minimamente decentes, não conseguimos viabilizar sequer tornozeleiras eletrônicas para manter os ladrões do dinheiro público em prisão domiciliar, desfrutando das mordomias propiciadas pelo dinheiro roubado. Se fôssemos de fato um país com algum grau de seriedade, utilizaríamos os recursos do turismo com a tocha olímpica para construirmos presídios ou adquirir as famigeradas tornozeleiras eletrônicas para monitorarmos os criminosos "exemplarmente" punidos, com o cumprimento de penas domiciliares, em verdadeiras mansões, muitas viabilizadas com o dinheiro da corrupção. Até hoje há quem critique o então presidente francês Charles de Gaulle, quando afirmou que "o Brasil não era um país sério". Infelizmente, continua fazendo jus à honraria conferida por de Gaulle.
LOURIVAL BARBOSA (advogado) – Londrina

Curva perigosa na PR-445
O quilômetro 30 da PR-445 tem um quilômetro de curvas e, nos últimos 30 dias, ocorreram três acidentes que causaram três mortes e 34 feridos. A população acostumada a ver caminhões tombados ficou assustada ao ver um ônibus tombar e fazer vítimas fatais. Ao analisar a precária sinalização existente no local dos acidentes, vemos uma única placa indicando curva para direita a 300 metros, enquanto o asfalto faz uma curva acentuada à esquerda. Será que os motoristas que se acidentaram estavam seguindo a sinalização? Qual a velocidade ideal para um ônibus fazer tal curva? Se a velocidade máxima da pista é 90 km/hora, então sugiro um limitador de velocidade. Quanto custa tal aparelho? Custa dezenas de vidas que serão poupadas.
MOACYR DOS SANTOS (servidor público) – Tamarana

Mudança em nossas mãos
"Os políticos não conhecem nem o ódio, nem o amor. São conduzidos pelo interesse e não pelo sentimento" (Philip Chesterfield, político e escritor inglês).Nenhuma frase poderia definir tão perfeitamente o que significa política no Brasil. Pode-se dizer que, em sua grande maioria, nossos políticos agem somente por interesse e realizam tudo o que for possível para sustentar essas ganâncias de poder que os envolvem. O lado degradante dessa história é a população em grande massa que paga na pele e no bolso os erros, abusos e corrupção sem limites desses grandes devassos. Fala-se muito em reforma política e mudanças constantes. Amigos, nós seremos os responsáveis pela reforma política, sabe como? Votando em pessoas diferentes, nomes que ainda não atuaram nessa área, cobranças constantes por resultados, diversidade de profissões no âmbito político, redução do número de políticos em todas as esferas e transparência na aplicação dos recursos. Quem sabe com isso consigamos melhores índices de IDH, melhorias nas rodovias, construção de escolas, hospitais, creches, áreas de lazer, formação de polos tecnológicos e industriais e muito mais. Sonho em um futuro próximo e alcançável que tenhamos nomes de destaque em prêmios Nobel, ONU, OMC, índices maiores de segurança, educação e empregabilidade, diminuição da criminalidade e formação de um país mais digno e próspero.
DOUGLAS H. REGINATO (assistente administrativo-financeiro) – Andirá

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