Samba da bênção
Curioso observar que, de tempos em tempos, a autoridade de trânsito nacional (Contran) lança novas tendências para os motoristas no Brasil, cujo objetivo é, na verdade, apenas impulsionar a indústria de captação de recursos através das autuações. Nós já fomos obrigados a comprar "kits" de primeiros socorros, a trocar os extintores veiculares pela categoria "AAA", a usar adesivo de quitação de IPVA no para-brisa e, agora, somos obrigados a trafegar pelas rodovias com os faróis acesos. Nesse passo, revela-se enigmático desvendar a diferença de identificação, durante o dia, entre uma carreta com 32 mil quilos de carga e faróis apagados, e a sua equivalente com os faróis acesos. Ademais, se todos estão trafegando com os faróis acesos, vai chamar atenção justamente aqueles que trafegam com os faróis apagados. Sorte que os músicos Baden Powell e Vinícius de Moraes, ao comporem o Samba da Bênção, bem nos tranquilizaram para os eventos futuros com a seguinte notícia: "...os cientistas russos acabaram de descobrir que a burrice não tem transplante". Saravá!
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) – Londrina

Eta, povo cordeiro!
Inventaram mais um meio de arrancar dinheiro do povo brasileiro que trabalha 5 meses do ano para pagar impostos. Lei aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente interino Michel Temer exige dos motoristas que eles mantenham a luz acessa do veículo nas rodovias estaduais e federais sendo passivos de multas e perda de 4 pontos na CNH. Por quê perder pontos na carteira de habilitação já que nós temos que pagar uma multa de R$ 85, que é sem sombra de dúvida para alimentar a indústria da multa instalada neste país? O governo não fez nenhuma melhoria nas estradas, a não ser pedagiá-las para o povo pagar um preço absurdo. Pois esses governantes estão acostumados a inventar coisas como Kit de socorro, extintor de incêndio e o povo nem sequer contesta e aceita tudo que lhe é imposto. Logo, logo, vários motoristas que perderam pontos na CNH terão de fazer reciclagem, e isso é mais um dinheiro arrancado do contribuinte. Assim não dá! Daqui a pouco estaremos trabalhando dez meses só para pagar impostos para essas mentes brilhantes do governo e que a prioridade e só arrecadar.
AMAURI GARRIDO (representante comercial) – Londrina

Não ao pedágio
Cooperativas, condutores, cidadão que faz da estrada o seu ganha pão, peço por favor que levantemos a bandeira "Não à renovação do pedágio". Com essas pedagiadas (que já mostraram a sua "capacidade" em duplicar e melhorar as rodovias) até hoje não fizeram nada a não ser praças de cobranças. O homem da mala preta está a rondar novamente para abastecer o cofre de alguns favorecidos, peço ao senhor deputado Tercilio Turini: Não permita que isso aconteça!
NIVALDO CREMONEZI (aposentado) – Cambé

70 anos de baião
Lá no início dos anos 80, Gonzaguinha gravou o "Programa Ensaio" e contou que seu pai enxergou no pequeno trio sanfona/zabumba e triângulo o som definido que precisava para conceber a estilização do que seria o ritmo musical mais comentado até a primeira metade dos anos 50 e que conquistaria gerações de artistas; do rock à MPB; do choro ao erudito: o baião! Câmara Cascudo em suas pesquisas informa que o baião era dançado em festas nordestinas desde o século XIX originado de danças indígenas e africanas. Mas a concepção moderna e enxuta do arranjo musical e as letras com forte conteúdo regional foram marcas que Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira e Zé Dantas legaram ao Brasil desde a pioneira gravação de 1946. Assim o baião, comemora 70 anos em 2016! De alguma forma, todo mundo se rendeu ao ritmo musical que chegou aos anos 2000 com bandas elétricas e artistas com conhecimento sólido e dedicado a história da nossa cultura. Completaram o time de grandes autores e divulgadores essenciais: Sivuca, Carmélia Alves, João do Vale, Hermeto Paschoal e Dominguinhos. Por ser um ritmo de fácil assimilação e grande poder de variações, o baião foi logo recebido no caldeirão antropológico do Tropicalismo, no rock nacional e também na música de concerto. O baião tem um Rei: Luiz Gonzaga e agora completa 70 anos!
ALDO MORAES (músico) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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