OPINIÃO DO LEITOR
Debate sobre o pedágio
Sobre o artigo "O debate sobre os pedágios: fatos e mitos", do diretor regional da ABCR-PR, João Chiminazzo Neto (Espaço Aberto, 6/7), chega a dar náusea ler um artigo desse. Os usuários que utilizam as estradas do Paraná, e pagam caro, querem apenas estradas descentes e seguras, pagando por um preço justo. Estamos há mais de 18 anos vendo que pouco fizeram, e agora falam em antecipar a renovação do contrato, com repactuação e novos parâmetros. Tudo balela. Qualquer cidadão que queira abrir um negócio, investe, conquista clientes e obtém lucros, nesta ordem. O pedágio é o contrário. Pior, se impõe sem qualquer alternativa. Quando fizeram o estudo lá atrás para elaborar o custo que se cobraria, com certeza não previram um boom econômico que permitiu nos últimos anos mais automóveis nas estradas, sem contar o aumento de safra, produção industrial, etc., o que deixou um lucro maior para as concessionárias. Se houvesse realmente preocupação com o desenvolvimento do Estado, segurança e bem-estar da população, elas poderiam antecipar os investimentos previstos. Sabemos que boa parte dos recursos do pedágio, é para custear campanhas de alguns políticos. Estes que agora fazem jogo de cena mostrando preocupação e querendo discutir um novo modelo, é porque teremos eleição este ano, como já vimos anteriormente. Com certeza, reeleitos, permitirão a antecipação da renovação do contrato. Vamos aguardar o ano que vem e veremos.
SEBASTIÃO SANNA (corretor de seguros) - Londrina
Faróis acessos
Há algumas décadas uma companhia de cigarros, após pesquisas que indicavam uma redução na ordem de 30% nos riscos de acidentes de veículos, adotou o uso de faróis acessos (luz baixa) em toda sua frota que circulava no Brasil, tanto na estrada como nas cidades, prática que utiliza até hoje e comprovou que de fato é verdadeira a redução de acidentes. Assim, a lei ora posta em prática no território nacional já está décadas atrasadas, e ainda por cima incompleta, gerando polêmicas nos trechos de rodovia que cortam municípios. Sugerimos, portanto, que seja incluído na lei o uso dos faróis em todas as cidades. Tal atitude, além de zerar os conflitos, ainda vai reduzir os acidentes urbanos. Legisladores pensem com maior profundidade.
ALFREDO CARVALHO (administrador de empresas) Londrina
Espelho, espelho meu...
"Estão julgando uma mulher honesta." O título de reportagem deste jornal publicada no último dia 7/7 chama a atenção e nos leva à indignação maior ainda de tudo aquilo que o lulopetismo nos provocou com seus equívocos e suas lorotas. Senhora presidente afastada, ser honesta é uma obrigação como uma condição pétrea de nossa Constituição. Não haverá nunca uma sociedade igualitária sem que todos pratiquem como obrigação e dever este pré-requisito humano. O ex-presidente Lula, seu padrinho, já se proclamou como a alma mais honesta deste país, aí pode ter sido sua inspiração em se anunciar em sua defesa de seus malfeitos tão danosos ao nosso Brasil. Este espaço é pequeno para enumerar o rol a atitudes e atos que o desqualificaria dessa autodefinição. Mas vamos citar pelo menos um ato dito em rede nacional durante sua campanha. "Para ganhar uma eleição a gente faz o diabo." Vamos citar mais uma atitude que o país todinho viu recentemente, no grampo do telefone, a conversa com ex-presidente quando disse: "Lula estou mandando este documento de posse, se precisar use". O conceito de moralidade nestes tempos de modernidade tem modificado a tolerância e a adequação faz parte, mas tem limites. Quando a pátria é saqueada e submetida a um retrocesso que faz o desemprego ser transformado em suplício, sinceramente não podemos acreditar nessa retórica absurda que Dilma não foi a culpada. Não é necessário que se enalteça, pois suas estripulias já foram todas praticadas e a história contará sem rodeios esse tempo nebuloso que tivemos de suportá-la.
WALTER COSTA BARROSO (cirurgião-dentista) Londrina
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