OPINIÃO DO LEITOR
Pedágio dificulta o crescimento do Paraná
Quanto ao artigo "O debate sobre os pedágios: fatos e mitos" (Espaço Aberto, 6/7), discordo do sr. João Chiminazzo Neto, diretor da ABCR-PR. Os nossos deputados estaduais têm observado além dos interesses das concessionárias de pedágio que, com certeza, têm o maior interesse em renovar os contratos antes do término, assim garantem os exorbitantes lucros. E, além disso, sabem que em uma nova licitação irão perder ao manter os atuais preços ou vão ter que diminuir muito seus lucros para continuar atuando. O setor produtivo do Estado sofre e é necessário um estudo de repactuação dos pedágios. Hoje temos o pedágio mais caro do Brasil, basta comparar com os estados vizinhos, além de que nossas rodovias pedagiadas há quase 20 anos e ainda boa parte não foi duplicada. Os custos para os produtores com frete ficam praticamente o dobro com os valores dos pedágios e isso é repassado à população que é quem paga a conta. Ao se observar obras superfaturadas e lucros exorbitantes das concessionárias, isso se deve aos altos preços dos pedágios por rodovias sem duplicação; nos estados vizinhos, rodovias duplicadas têm pedágios mais baratos. Se as concessionárias estiverem realmente preocupadas com a repactuação dos pedágios visando o desenvolvimento do setor produtivo, sugiro que antecipem o término do contrato, assim teremos novas licitações e poderão apresentar suas propostas. Mas, com certeza, eles só propõem algo que os beneficia e a preocupação com o desenvolvimento do Estado é pura balela. Proponho ainda que o governo assuma a administração das rodovias, assim teremos melhores condições das rodovias com preços mais justos. Façamos um plebiscito para saber a real vontade do povo que tem pago um alto preço para que dirigentes possam enriquecer.
FRANCISCO MIGUEL ARRABAL NETO (geógrafo) Londrina
Aula de respeito às diversidades
Em resposta à estudante Ana Caroline Pedrazani Lucas (Opinião, 6/7) temos a informar que não existe ideologia de gênero e sim, identidade de gênero ou apenas, gênero. Que a questão de gênero "não foi barrada" no Plano Nacional de Educação, conforme descrito, nem no estadual. No tocante ao município de Londrina a palavra gênero foi retirada do texto, mas os sujeitos continuam a existir. Salientamos, ainda, que não há proibição para que se trabalhe a questão relativa a gênero, uma vez que retirar a palavra do texto é bastante diferente de proibir. Nosso trabalho atende a legislação vigente: Lei Estadual 18.447/15, 16.45/10, que institui o dia Estadual de Combate à Homofobia e Resolução 12/16 do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Direitos LGBTs, dentre outras. Não ocorreram apresentações de filmes citadas pela autora da carta, que deverá responder pela desqualificação do nosso trabalho. Convidamos a mesma a vir se inteirar dos fatos e de todo o projeto desenvolvido ao longo do semestre, pois acreditamos numa educação que garanta a todos os sujeitos o respeito e a igualdade de direitos e oportunidades.
SANDRA REGINA RODRIGUES DO AMARAL (professora) - Londrina
Nota de esclarecimento
Não procede a afirmação do leitor Celso Pereira da Silva (Opinião, 5/7) de que são colocadas sobras de recapes na rua citada. Mesmo assim, técnicos da Secretaria Municipal de Obras e Pavimentação irão novamente ao Jardim Santa Rita para analisar a situação das vias daquela região. Caso seja constatada a necessidade de providências, as vias deverão ser incluídas no cronograma de serviços. Quanto ao questionamento do leitor, a Secretaria informa que, nos últimos três anos, foram realizados cerca de 150 quilômetros de recapes em 170 ruas de 60 bairros de Londrina. Além disso, a Secretaria de Obras realiza ações diárias de serviços de tapa-buracos em diversos pontos da cidade.
NÚCLEO DE COMUNICAÇÃO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE LONDRINA
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





