Operação Lava Jato e a mídia
Qualquer acontecimento relevante, bombástico, surreal até, obviamente abastece todos os segmentos da mídia por vários dias, e até meses, de notícias e comentários, não muito raro repetitivos, a exemplo do "mensalão", de Carlinhos Cachoeira, da Samarco e agora, por último, da Lava Jato. Desta, diferentemente das outras, brotam em profusão, a cada dia, novos delitos estarrecedores e chocantes até. Não há espaços nas grades jornalísticas para informações e comentários agora menos relevantes. Diante dessa avalanche de notícias que se nos apresentam, penso que certamente estão deixando redatores e produtores midiáticos extremamente extenuados para dar conta de tanto trabalho. Li, de certa feita, que o juiz Sérgio Moro conjeturara o final da operação em causa para até dezembro próximo. Será? Eu não acredito! A Lava Jato está muito fértil, guarda em seu laboratório muita semente pronta para germinar. Ainda tem bastante "gente boa", que ainda sequer foi citada, sabendo que seu dia chegará. Acorda de manhã, quando o efeito do "valium" já passou, antes de qualquer ato corre à janela para conferir se lá está o emblemático Japonês, com quem sonha sistematicamente. Vamos torcer e esperar.
AGOSTINHO BACON (aposentado) - Cornélio Procópio

Aula de promiscuidade
Embora a ideologia de gênero tenha sido barrada do plano nacional e municipal de educação, no Instituto de Educação Estadual de Londrina, dias atrás, houve uma intensa promoção e exposição aos alunos de conteúdos que, categoricamente, ferem a neutralidade da escola em relação a práticas e opções sexuais, o direito dos pais na educação sexual dos filhos e a sanidade mental e moral dos alunos. Foram apresentados no colégio shows de drag queen e filmes pornográficos que causaram polêmicas entre os estudantes, muitos sentiram-se lesados e constrangidos e outros, por outro lado, gostaram. Vale ressaltar que o Instituto, em sua maioria, abrange estudantes menores de idade e, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), exibir o acesso a crianças e adolescentes de material contendo cena de sexo explícito ou pornográfica é crime! Quando o Brasil fica nas últimas colocações em índice de educação é fácil encontrar os fundamentos que justifica.
ANA CAROLINE PEDRAZANI LUCAS (universitária) - Londrina

Esperança
Lava Jato, Custo Brasil, Boca Livre, Triplo X, Acarajé, O recebedor, Xepa, Repescagem, Zelotes, Acrônimo, Mar de lama, Pixuleco, Passe livre, Publicano, Dupla face, Carbono, Janus, Esfinge, Bota fora e dezenas de outras. O que fizeram com o Brasil? Nos afundaram em um mar de lama, de corrupção, de desvios de dinheiro público com um megaesquema organizado e criminoso que envolve corruptos, corruptores, empresários, partidos políticos, os Três Poderes (Executivo, Legislativo e parte do Judiciário) e parcela da população, que transparece ser "quase" irreversível. A legislação em vigor ampara, protege e alimenta toda essa vergonha generalizada, um poder pune, prende e outro, por conveniência, libera e solta. Cada lado se manifesta como honesto e inocente, enquanto isso a população fica sem nada entender e é penalizada com o desemprego, insegurança e miséria. Só nos resta manter a esperança no comportamento e postura de algumas autoridades (PF, MP, juízes) que tenham dignidade e perseverança para devolver ao povo brasileiro o orgulho de ter nascido neste país.
GILMAR APARECIDO CERQUEIRA (administrador de empresas) – Londrina

Dias Toffoli
Enquanto persistir esse sistema em que o presidente da República escolhe os ministros para o Supremo Tribunal Federal, vamos nos deparar com sucessivos outros Dias Toffoli, o mais genuíno óleo de rícino da Corte.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

Correção
Diferentemente do informado na matéria "Beto insiste na revogação do reajuste dos professores" (Política, 2/7), o reajuste em questão é referente à inflação de maio a dezembro de 2014.

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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