OPINIÃO DO LEITOR
Porte de armas x porte de livros
Sobre a reportagem "Pátria Armada" (Reportagem, 3/7), se o porte de armas fosse a solução para o problema da violência, os EUA não teriam tantas mortes em escolas ou em locais públicos. O cidadão brasileiro deve ter o seu direito à legítima defesa garantido, mas antes desta etapa, é preciso assegurar que: os pais eduquem seus filhos dignamente; o Estado nos assegure o direito de ir e vir com segurança; o Estado garanta uma educação pública de qualidade, especialmente na base (não é possível que o processo educativo comece com seu pilar fragilizado); os policiais e professores tenham salários dignos; que as cadeias possibilitem o trabalho interno e não o ócio. Com a liberação do porte de arma, as crianças correrão mais riscos em casa, pois os jogos ou "games" já incentivam a violência precocemente. Então, elas vão querer experimentar as armas dos pais, pois imaginam que a vida pode ser deletada e reconstruída, como simples peça de game. Observamos que as livrarias estão em extinção, enquanto que os botecos e casas noturnas proliferam. Melhor que a liberação do porte de armas seria a obrigatoriedade do porte de livros. Do contrário, estaremos dando um tiro em nossos pés ou praticando roleta russa em nossas cabeças.
AMARILDO PASINI (professor) Londrina
Brasil e as armas
Comparar o Brasil com os EUA para justificar o porte de armas é como comparar nossas estradas, ou o que restou delas, com as Autobahns da Alemanha para aumentar ou anular os limites de velocidade aqui. Cada estado dos EUA tem leis próprias quanto à compra, porte e uso de uma arma em legítima defesa, defesa de terceiros e defesa do patrimônio. Na Flórida qualquer cidadão pode possuir uma arma e, mediante treinamento e aprovação em exame, portar uma arma em locais determinados. E ainda não constitui crime se o cidadão atirar e matar um bandido que está tentando forçar a entrada em sua casa ou em seu veículo. O que é realidade nos EUA para todos os estados é o dever e a responsabilidade destes de garantir a segurança pública. Se as taxas de criminalidade são menores nos EUA, onde a venda e o porte de armas são permitidos, elas são menores ainda no Japão ou no Reino Unido onde a comercialização e porte de armas entre civis são proibidas. Sou contra a disseminação e o porte de armas entre cidadãos comuns. Mas não há como dizer que o estado vem cumprindo seu papel na proteção de quem é honesto, trabalha e paga seus impostos. Onde sobram leis que beneficiam bandidos; saídas temporárias, indultos, visitas íntimas, etc, falta a aplicação das leis que protegem a vida e o patrimônio do cidadão de bem. O direito do cidadão adquirir e portar uma arma não vai tornar o País mais seguro, mas se o estado falha em sua segurança como proibi-lo de ao menos tentar se defender? O que realmente precisamos é de instituições policiais melhor preparadas, equipadas e remuneradas, um governo menos corrupto e mais eficaz e políticos que não contribuam e se confundam com os bandidos.
RUBEM DE OLIVEIRA CAUDURO (professor) - Londrina
Ruas do descaso
Eu e moradores do Jardim Santa Rita estamos indignados com o descaso da Prefeitura de Londrina devido à má conservação das ruas que estão cheias de buracos e pedras soltas. Isso põe em risco os pedestres que podem ser atingidos por pedras. Sou morador de Londrina e contribuinte do IPTU desde 1969, na Rua Piquiá, e posso afirmar que jamais foi executado recape asfáltico nesta via. Só colocaram sobras de outros locais. Será que o IPTU do centro é diferente da periferia? Já observei que houve dois recapes em ruas como a Sergipe e Mato Grosso, entre tantas outras, e isto em três anos. Em 2013, já havia pedido providências em outra carta publicada pela FOLHA e espero que desta vez seja atendido.
CELSO PEREIRA DA SILVA (bombeiro aposentado) Londrina
Correções
Ao contrário do informado na reportagem "Mercado de casamento segue aquecido na crise", o nome correto da entidade que representa as empresa do setor é Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta).
Diferentemente do publicado na reportagem "Maioria das empresas foi autuada em mais de R$ 1 milhão" (Política, 4/7), o relatório das forças-tarefas da Receita Estadual foi atualizado até 23 de maio.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





