OPINIÃO DO LEITOR
País de difícil governabilidade
Tão patriota ou mais que qualquer brasileiro, Stefan Zweig, romancista, poeta e jornalista austríaco que aqui viveu a partir de 1920, admirado com as belezas e potencialidades do Brasil, disse que este seria o país do futuro. Nem ele e nem nós imaginaríamos que esse futuro chegasse tão nebuloso e tão comprometido, face a um governo corrupto despido dos mais elementares princípios da ética e da moral, que acabaram por contagiar todo um sistema. Mas não há bem que sempre dure e nem mal que não se acabe. Chegou a hora de separar-se o joio do trigo. Brasília - centro da parasitose nacional - excedeu-se nesse "esplendor" a ponto de tornar o país praticamente ingovernável. Põe em risco a estabilidade do regime pelo excesso de liberdade que toca as raias da licenciosidade e da libertinagem.
ANTÔNIO SCARPARI DAMETTO (aposentado) Londrina
Sexualidade e as disciplinas escolares
No artigo "Quanta falta está fazendo a educação sexual nas escolas!", a doutora em Educação Mary Neide D. Figueiró e a doutoranda em Educação Luana Pagano P. Molina trataram sobre sexualidade no contexto escolar (Espaço Aberto, 26/6). Ninguém pode ignorar o quanto o sexo é inerente à vida de todos. Porém, atribuir à escola e aos professores o papel principal para tratar do assunto deve ser questionado. Esse enfoque deve priorizar a atuação da família que é onde todos convivem diuturnamente desde a mais tenra idade, passando pela adolescência até a maturidade. O ser humano, animal racional, não se desprende do instinto animal na sua existência, mesmo cultivando a sua racionalidade. Dar à escola essa prioridade é meio temeroso. Vejamos um exemplo: vocês pais já pensaram na hipótese de ter um professor pedófilo dando aula de sexualidade para seus filhos? Diante do quadro de uma medíocre educação de nossas escolas vide o resultado do Enem -, não seria melhor a escola preparar os pais para cumprir essas funções? Não seria mais oportuno a escola e os professores se ocuparem mais em ajudar os alunos a aprenderem o essencial das disciplinas da grade curricular?
OTACÍLIO CAMPIOLO (aposentado) - Rolândia
Sanepar e a sociedade
A recomendação do Ministério Público que apontou irregularidades no contrato da Prefeitura de Londrina com a Sanepar é consequência da forma obscura com que a administração Kireeff conduziu esse debate: não ouvindo nenhum setor da sociedade, como o Conselho Municipal de Meio Ambiente; e tão pouco a população que paga a conta de água. A maior de suas promessas de campanha foi realizar uma gestão técnica e ouvir especialistas durante o mandato em questões que implicassem no futuro da cidade. Pelo jeito, Kireeff não cumpre nem uma coisa nem outra. É de se perguntar o porquê desse comportamento apressado do prefeito. Nem os vereadores foram respeitados, pois tiveram que decidir sobre o contrato em regime de urgência. Por que a pressa de renovar um contrato de 30 anos e que vale mais de R$ 9 bilhões de faturamento para a Sanepar? Ao que parece, o prefeito trocou as obrigações de ouvir a sociedade, de respeitar os cidadãos e o meio ambiente, de valorizar o serviço de saneamento pelo desespero em pôr as mãos nos R$ 25 milhões e tapar o rombo dos cofres da prefeitura.
DEIVID CARLOS SANTOS LIMA (estudante de Psicologia) Londrina
Correção
A ficha técnica do jogo Londrina 1 x 0 Brasil (RS), disputado na última terça-feira, foi publicada com informações erradas na edição de ontem. O LEC jogou com: Marcelo; Igor Bosel, Luizão, Matheus e Léo; Germano, Rafael Gava e Netinho (Igor Miranda); Paulinho Moccelin (Bidía), Itamar (Bruno Batata) e Jô. Técnico: Aléssio Antunes (auxiliar). Árbitro da partida: Pablo dos Santos Alves (PB). Gol: Itamar, aos três minutos do segundo tempo
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