A prova quádrupla
Enquanto 512 deputados federais se concentram, debatem, trocam acusações de baixo calão e se utilizam de todos os artifícios regimentais para acelerar ou postergar o julgamento do processo disciplinar que tramita contra o presidente afastado Eduardo Cunha; enquanto 81 Senadores, da mesma forma, se concentram, debatem, trocam acusações de baixo calão e se utilizam de todos os artifícios regimentais para acelerar ou postergar o julgamento do impeachment da presidente afastada Dilma Vana Rousseff; projetos de reformas estruturais que o Brasil precisa para ser competitivo no mundo globalizado (especialmente nas leis tributárias, nas leis trabalhistas, nas leis aduaneiras, nas leis de fomento empresarial, nas leis de privatização de portos, de aeroportos, de hidrovias, de ferrovias e de rodovias para implementar e modernizar o escoamento da nossa gigantesca produção anual agrícola) vão ficando nos escaninhos das calendas gregas. Antes de ir às ruas protestar, essa realidade deveria ser avaliada por todo cidadão brasileiro na hora de escolher seus representantes do Poder Legislativo e do Poder Executivo, submetendo o perfil do político à prova quádrupla idealizada em 1932 pelo rotariano Herbert J. Taylor (Rotary International): 1) O candidato é verdadeiro nos seus propósitos? 2) Sua eleição será justa para todos os interessados? 3) O candidato criará boa vontade e melhores amizades na sua atuação? 4) O candidato será benéfico para todos os interessados? Vale lembrar, em arremate, que todas as perguntas são eliminatórias!
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina

Guardiões da ética?
O deputado Sérgio Moraes (PTB-RS), aquele que "se lixa para a opinião pública", como a maioria, comparando a situação de Eduardo Cunha à de Joana D’Arc, padroeira da França. Quem sabe, depois de sua cassação, será erguida uma estátua no portal do Congresso Nacional. Como todos nós vimos, esse conselho é pautado pela "divina ética". Dos vinte integrantes, onze votaram de acordo com a denúncia, ao passo que nove seguidores abnegados do deputado "Pinóquio" continuam acreditando em sua santa inocência. A continuar assim teremos que esperar mais seis anos para cassar o resto dos meliantes, já que o processo do gerente da Câmara Federal durou oito meses para descobrir o óbvio!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina

Lula, Dunga e os juízes
Fatos recentes com Lula e Dunga envolvem juízes. Dunga, por fatalidade do juiz uruguaio Andrés Cunha que não viu o gol de mão do peruano (quase uma cortada), foi cortado da seleção. O gol foi marcado pelo jogador Ruidiaz. O Brasil já vem jogando ruim há dias. O sobrenome do juiz é Cunha. Seria ele um parente distante do senador Eduardo Cunha? (alegam que este passou a mão no nosso dindim). No caso do Lula, o juiz é Sérgio Moro, famoso por ser ético e eficaz na Lava Jato. Agora sem o foro privilegiado, o Supremo decidiu devolver as investigações do ex-presidente para Curitiba. Ou seja, as denúncias passam pelas mãos deste juiz, que vai analisar se Lula passou a mão no dinheiro público. Não sabemos se Moro tem intolerância a frutos do mar, mas o certo é que Lula está com síndrome do pânico pela capital. Outros alegam que estaria com otite. Trata-se de uma infecção do ouvido, que causa muita dor e pode levar até a diarreia. Ele não pode nem ouvir falar em Curitiba que já passa mal. Por falar em otite, Dunga dançou e entrou o Tite. Que em ambos os casos a justiça prevaleça e a mão de Deus nos sustente.
AMARILDO PASINI (engenheiro agrônomo) – Londrina

À luta Londrina
Londrina, através de suas lideranças e da pujança do seu povo, esteve sempre na vanguarda dos movimentos de combate à corrupção no Brasil. Agora, mais uma vez, o front de batalha precisa de valentes escudeiros para enfrentamento contra o corporativismo sórdido, diria mesmo, empedernido no Congresso Nacional, barrando qualquer iniciativa contrária aos interesses próprios ou de beneficiários aliciados para partilha de benefícios espúrios. Precisamos de todos: Valter Orsi, Moacir Sgarioni, Antonio Pignatari, dom Orlando Brandes, deputados Luiz Carlos Hauly, Alex Canziani, Marcelo Belinati, Tercílio Turini, Cobra Repórter, rotarys, lojas maçônicas, lions e todos os valentes cidadãos desta cidade, para manifestações pedindo a tramitação do projeto de lei 4.850/16, que reúne as dez medidas contra a corrupção, crimes contra patrimônio público e combate ao enriquecimento ilícito de servidores públicos e políticos. É incrível, mas projeto de envergadura tamanha está travado em uma das mesas empoeiradas do Congresso. Vamos nessa luta?
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) – Londrina

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