OPINIÃO DO LEITOR
Um povo muito honesto
O grande filósofo Leandro Karnal disse: "Não existe governo corrupto e povo honesto". É bem possível que nosso povo esteja aprendendo a vivenciar a política, conversar sobre ela, ouvir, ler e assistir pelos meios de comunicação sobre as atividades políticas. Se isso está acontecendo estamos evoluindo, e muito, como sociedade civilizada, pois o que temos assistido sobre a educação, a saúde e a segurança demonstram a distância do Brasil para as sociedades mais civilizadas. Reclamamos o dia inteiro da falta de educação das pessoas, dos hospitais abandonados, das inúmeras mortes de inocentes, mas ao mesmo tempo enxotamos o irmão desafortunado que pede um serviço, um pão ou mesmo um conselho sobre a sua existência precária. Na época das eleições sempre escolhemos os piores candidatos, senão vejamos: deixamos de eleger Eduardo Gomes, general honesto, sério, criterioso para eleger Getúlio Vargas, administrador medíocre, cheio de artimanhas, etc; votamos no Collor, tendo uma plêiade de candidatos, como Mario Covas, excelente governador de São Paulo; votamos no Lula, deixamos José Serra que é excelente em todos os sentidos; votamos em Dilma Rousseff e deixamos Marina e Aécio de fora. Já votamos em um palhaço. Num suposto cantor alienado; em hipopótamo. E falamos que política "é coisa suja". Em Londrina chegamos a eleger um prefeito que tinha 90 processos por furto no Fórum. Elegemos alguns vereadores que deveriam estar na penitenciária. E aí, como é que fica? Vamos votar em quem nas próximas eleições? Se os bons não se candidatarem e forem eleitos, os maus voltam e fazem a festa, como estamos vendo e assistindo tudo depende da política.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) - Londrina
Drogas? Como assim?
Cada dia que passa, vemos mais pessoas acabando com suas vidas através das drogas. Uns usam para se divertir; outros para relaxar, mas o final de todos é igual: a família separada, a vida destruída e a vontade de voltar atrás e nunca ter feito isso. Músicas, pessoas e até roupas estão inserindo as drogas na sociedade como algo bom, que te deixa melhor, tratam como se fosse algo normal. Toda essa apologia às drogas tem cada dia mais incentivado jovens, adultos e até mesmo crianças a apoiarem o conceito da legalização delas. Estão achando que toda essa "nuvem branca" é um paraíso, mas é bem o contrário. Crack, maconha, cocaína e todos os tipos de drogas (inclusive as legalizadas como o cigarro e as bebidas alcoólicas) podem acabar com nossas vidas, danificar nossa saúde, comprometer nosso bem-estar e acabar com a nossa família. Seu uso medicinal, com moderação, e autorizado pelo governo, com consultas regulares ao médico, como alguns pacientes epiléticos que necessitam da droga, chega a ser um grande benefício. O uso sem responsabilidade não tem sentido. Usar drogas não é legal, não é normal, é prejudicial e mata. Não interrompa sua vida. Não use drogas.
MARCELA ZANIN ANSELMO (estudante) Londrina
Vida ou morte?
A criminalidade é um grande problema em qualquer país. Mas um problema maior ainda é o que fazer com os criminosos presos. A pena de morte é muito discutida em vários países. É difícil dizer se esse tipo de castigo deveria ser legalizado. Mesmo que o criminoso precise pagar pelos atos que cometeu, a pena de morte pode ser considerada assassinato. Acredito que a pena de morte não deva ser legalizada, pois se deve dar uma segunda chance a qualquer um. Grande parcela dos criminosos não teve a chance de ter um emprego bom e, por isso, teve que passar a praticar crimes para sobreviver. Se o governo investisse em educação, não haveria tantos criminosos e não haveria dúvida de que a pena de morte seria inútil.
LUCAS NAGAOKA (estudante) Londrina
Correção
Diferentemente do que a FOLHA informou na reportagem "Candidatos se preparam para campanhas menos vistosas" (Política, 13/6), a minirreforma reduziu o tempo da campanha eleitoral de 90 para 45 dias.
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