Refugiados

Segundo a ONU, ao menos 2.510 migrantes e refugiados morreram ou desapareceram, neste ano, ao tentarem atravessar o mar Mediterrâneo em embarcações precárias para fugirem de sociedades em colapso. O geógrafo californiano Jared Diamond ensina que hoje, assim como no passado, países ambientalmente devastados, superpovoados, correm o risco de seus governos caírem. Quando as pessoas estão desesperadas, subnutridas e sem esperança, culpam os seus governos, que veem como incapazes de resolver seus problemas. Tentam emigrar a qualquer custo, brigam por terras, matam-se uns aos outros. Dão início a guerras civis. Dão-se conta de que nada têm a perder e tornam-se terroristas, ou apoiam e toleram o terrorismo. Os problemas desses países tornam-se problemas globais na medida em que os refugiados e os migrantes aspiram, além de segurança institucional, os padrões de vida do Primeiro Mundo. Acontece que a vida baseada em muito consumo, exaurimento de recursos naturais e muita produção de rejeitos é ambientalmente insustentável para o nosso Planeta. A vida é cheia de escolhas angustiantes baseadas em dilemas. E o dilema fundamental a ser enfrentado é a pacificação social de cada nação em conflito, entendendo que a fraternidade nas relações interpessoais e o uso sustentável dos recursos naturais são os elementos básicos para a sobrevivência da humanidade. Cabe aqui a lição de John Lennon: "Você pode dizer que sou um sonhador, mas eu não sou o único. Eu espero que algum dia você junte-se a nós e o mundo viverá como um só!".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) – Londrina




Rigor nas leis

Um ex-presidente da Câmara de Londrina foi preso por crime de concussão. Demorou, entretanto, fez-se meia justiça com o vereador corrupto, que recebia dinheiro para aprovar mudança de zoneamento em determinadas localidades do município de Londrina. Comprovadamente ele recebeu em torno de R$ 15 mil, confirmados em primeira e segunda instância no Judiciário. Além disto, observe o disparate da condenação: quatro anos e sete meses. Que país é este! Para um crime de gravidade máxima, uma pena irrisória. Transformou a bancada da Câmara Municipal em balcão de negócios, a fim de se locupletar com o alheio. Este país precisa ser passado a limpo, começando por jogar no lixo as leis criminais existentes e deixar que a sociedade civil organizada elabore novas leis com punição exemplar. A meu ver, é urgente abolir a chamada progressão de pena, prisão domiciliar, penas alternativas, uso de tornozeleiras. Afinal, crime é para ser cumprido em presídios e sem mordomias.
ROBERTO ANTONIO DE CARVALHO (aposentado) - Londrina




Transparência com competência

O Ministério da Transparência diz que a prioridade é acertar os acordos de leniência com as empresas envolvidas em corrupção, pois o país tem que retomar o crescimento. Durante décadas essas empresas tiveram a faca e o queijo na mão para fazer o Brasil crescer e chegamos onde estamos hoje. Projetos com prazos e custos não cumpridos e ainda por cima com atitudes ilegais. Assim como ocorreu no governo Collor com os carros, vamos abrir nosso projeto de infraestrutura para as construtoras do mundo inteiro exigindo capacidade técnica, agilidade e custos condizentes. Talvez, fazendo assim as grandes empreiteiras brasileiras se liguem e modernizem-se. As empresas estrangeiras vão utilizar grande parte da mão de obra brasileira, poderemos conhecer, observar e copiar seus diferenciais tecnológicos e os lucros, ao invés de ser transferidos para seus países de origem podem, eu disse podem, ficar no Brasil já que obras de infraestrutura são o que mais temos a apresentar para o povo brasileiro.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina

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