Opinião Atualizado em 04/06/2016, 23:00
OPINIÃO DO LEITOR
Pretenso governo de salvação nacional, o governo do presidente interino Michel Temer, que chegou ao poder por uma nova modalidade de golpe para manter os privilégios da plutocracia brasileira, já deu as caras e mostrou a que veio. Se preferirem, ao que não veio. O que dizer de um ministro do Planejamento que acabou notório por planejar acabar com a Operação Lava Jato? Ou o ministro da Transparência, também transparente no desejo de liquidar a citada operação? O que dizer de um ministério sem mulheres? A recepção do ministro da Educação a uma figura como o ator (?) Alexandre Frota responde à última pergunta. Duvido que esse ministro receba representantes dos professores sem a recepção calorosa e cordial da polícia. Enfim, vamos vivendo com a sensação de caminhar para trás. Ou, como já foi dito há muito tempo: o Brasil tem um grande passado pela frente.
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER (professor) Curitiba
Ao se encontrar com o namorado, em um baile "funk" na zona oeste da Cidade Maravilhosa, uma adolescente de 16 anos, alcoolizada, foi vítima de um estupro coletivo, cuja repercussão causou a indignação de vários organismos internacionais de proteção à mulher. Segundo a criminologia, os efeitos psicológicos que esse tipo de crime causa à vítima são de três magnitudes de constrangimento: a primária, normalmente entendida como aquela provocada pela conduta violadora dos direitos da vítima; a secundária, causada pelas instâncias formais de controle social no decorrer do processo de registro e apuração do crime (entrevistas com o escrivão e o delegado de polícia, por exemplo); a terciária, que é levada a cabo no âmbito do contato da vítima com o grupo familiar ou em seu meio ambiente social, como no trabalho, na escola, nas associações comunitárias ou mesmo na igreja. Curioso observar que nada se falou, neste caso, sobre a omissão do poder parental que, efetivamente, deveria fiscalizar os horários, os locais e os ambientes que costumam ser frequentados por sua filha menor. Esopo (620-560 a.C.), há muito tempo, já advertia: "O devasso é vítima de seus excessos!".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) Londrina
Os apagões no Estádio do Café e a não instalação do ILS no aeroporto de Londrina. Sobre os três apagões que ocorreram no Estádio do Café, o provérbio português define: errar uma vez é humano; errar duas vezes é burrice, errar três vezes é ser burro três vezes. A não instalação do ILS no aeroporto de Londrina tem sido um problema para os passageiros e um entrave/barreira para instalação de grandes empresas em nossa cidade. Não podemos aceitar que essa novela do ILS perdure por mais de 20 anos. Vale a pena lembrar que, no final da década de 50 e início da década de 60, o nosso aeroporto foi o terceiro mais movimentado do país, perdendo apenas para o aeroporto de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ). E, 56 anos depois, estamos tendo a redução de voos com origem/destino a nossa cidade. Temos certeza que essa decisão das companhias aéreas está associada aos inúmeros cancelamentos de voos registrados pela falta do ILS, os quais acarretam inúmeros prejuízos financeiros e também prejuízo da imagem das empresas. Temos que dar um basta nessa vergonha. Atribuo essa vergonha a toda a cidade, em especial, prefeito, deputados estaduais e federais, além das entidades importantes da nossa cidade. Por fim, quem se lembra de algum movimento forte realizado em prol do ILS?
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
O provável aumento dos vencimentos dos deputados estaduais de R$ 25 mil para R$ 30 mil mostra bem o país de marajás em que vivemos e que nenhuma Lava Jato será capaz de limpar este país que tem a cultura de levar vantagem sempre. Se essa quantia é legal para os deputados, para quem ganha o salário mínimo e tem que trabalhar de verdade, na lavoura principalmente, ela é imoral. O que mais causa perplexidade é o argumento de que o deputado tem que ganhar bem para não se envolver em escândalos ou corrupção. A honestidade ou a pilantragem vem de berço e o remédio deve ser o mesmo para o tal Chico e o doutor Francisco, a punição e o rigor da lei. Mesmo na situação de desespero de milhões de desempregados, os políticos não estão nem aí. Honestidade não tem preço, para os desonestos existe Lava Jato.
MANOEL JOSÉ RODRIGUES (assistente administrativo) - Alvorada do Sul





