Os desempregados
Quando assistimos o espetáculo grotesco de uma sessão do Congresso Nacional, no qual alguns senadores do PT contrariados por qualquer ato da mesa diretora começam a gritar histericamente, imediatamente lembramos dos 11 milhões de desempregados do nosso País e das palavras proféticas de Santo Agostinho: "Em quantas iniquidades me corrompi e a quantas curiosidades sacrílegas me entreguei, até me precipitar, abandonando-vos, nos profundos abismos de infidelidade e no serviço enganador dos demônios a quem sacrificava as minhas maldades!". Quantos trabalhadores terão que passar pelo calvário do desemprego até que essa gente neurótica por cargos e dinheiro, pare e pense em seus irmãos? Quantas famílias sofrendo, na pele, a falta do mínimo essencial necessário para a sobrevivência ainda terão que ser sacrificadas? Como anunciou o jornal: "900 mil famílias caem de classe social em um ano". Tudo o que está acontecendo neste País não sensibilizou as mentes doentias desses parlamentares para evitar o desmoronamento total das estruturas sociais. Mentes corrompidas que se envolveram num lodo profundo e nas trevas da mentira. Temos o dever primordial de velar por aqueles que pretendemos representar ou que por força do destino foram colocados em nosso caminho. Não podemos, em hipótese alguma, relegar para segundo plano as necessidades básicas de nossos irmãos menos afortunados. A hora é de desprendimento e desapego a tantas pilhagens para abandonar a vaidade e o destempero socorrendo quem precisa.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) – Londrina

‘Lavar asno’
Agradeço os esclarecimentos da missivista Nina Cardoso (Opinião, 1/6), dos quais eu já era sabedor, sobre o fato de anotar o nome completo e o partido desses pré-candidatos que fazem propaganda antecipada e dirigir-me ao TRE para registrar o fato. Mesmo assim, prefiro seguir o aforismo: "Qui lavat asinum perdit aquam et saponem" (quem lava o asno perde a água e o sabão), isso é, prefiro não perder tempo.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) – Cambé

Sítio em Atibaia
O sítio de Atibaia, o qual se discute se é ou não do Lula, será objeto de delação premiada pelos executivos de construtora que fez reformas nele. Lula nega veementemente não ser dele o sítio, pois não teria como explicar a origem de recursos para sua aquisição, e nem também o porquê de estar em nome terceiros. Agora a questão é: se comprovado, pelas delações, ser de Lula a propriedade do imóvel, como fica a situação de quem está figurando como proprietário junto aos registros competentes? Incorreu em algum crime? Obstruiu as investigações? Enfim, mentiu para a Justiça? A esse que serviu de laranja, como é conhecido vulgarmente no meio policial, a quem empresta o nome para transações financeiras e comerciais criminosas, ocultando a identidade do verdadeiro responsável pelo crime, não deveria ter algum tipo de punição exemplificativa, além é obvio, da perda do objeto do crime, para coibir essas práticas?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

Quem pode mais
Analisando a situação política e econômica de nosso País, percebe-se que realmente a situação está gritante. Além da falta de estrutura ou estratégia política, podemos observar um jogo de favorecimento que se permeia entre aqueles que têm o poder. As condições que os privilegiam são bem mais favoráveis do que às das simples classes inferiores, digamos assim. A cada dia nos deparamos com notícias, que não dá para garantir se são fatos novos ou repetições. A cada degrau, há um tapete solto. Já não se tem tanta certeza se os comissários a bordo estão em treinamento ou se entraram para a companhia para acelerar a queda o mais precoce possível dessa aeronave Brasil.
ALGIMIRO SANT’ANA (estudante) – Londrina

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