OPINIÃO DO LEITOR
O artista plástico e a reforma agrária
Havia decidido dar um tempo no assunto de invasões de terra. Imaginei que a sociedade havia finalmente compreendido, após comprovação de milhares de denúncias, que o MST não é um movimento social e sim um grupo político marxista e que o Paraná que possui apenas 2,3% das terras brasileiras, mas produz mais de 20% dos grãos do país, não é o local indicado para reforma agrária, já que não possui áreas improdutivas e as terras são caríssimas para tal finalidade. Aí me deparo com uma carta do artista plástico Célio Borba (Opinião, 27/5), criticando o governo estadual por marginalizar "movimentos sociais", como o MST. Quem pensa isso do MST, também deve acreditar que Che Guevara não era bandido e que Lula não sabia de nada. Quanto à afirmação que eles querem terras para plantar, esclareço que até hoje, após 30 anos de invasões, não existe sequer um assentamento do MST emancipado, ou seja, produzindo. Muito pelo contrário, sobrevivem de verbas a fundo perdido, bancadas por nós, contribuintes. Fico imaginando caso o sr. Borba chegasse em casa e a encontrasse invadida pelo Movimento dos Artistas Plásticos sem Ateliê seria tão solidário com eles e aguardaria mansamente durante anos, sentado na calçada, o governo cumprir a reintegração de posse na sua propriedade.
MARCOS PROCHET (produtor rural) Londrina
Objetivo do MST
Até concordo com o leitor Célio Borba (Opinião, 27/5) de que os governos omitem-se em fazer a Reforma Agraria. Agora, dizer que o MST quer plantar e produzir, duvido muito.
LUIZ CARLOS ROSA (comerciante) Londrina
Já começou
Dias desses, enquanto tomava "uma" para esquentar o frio, fui abordado por um pré-candidato a vereador com aquela conversa que dá dor de barriga e náusea ao mesmo tempo, afirmando a mim e aos demais presentes ao local que, se eleito for, a sua primeira atitude será arrancar a porta do seu gabinete para que o povo tenha acesso livre quando dele precisar. Quase engasguei com a "branquinha", mas aí veio a segunda preciosidade: vai lutar com o prefeito, com o governador, etc., para que sejam colocados postes com iluminação nos dois lados das ruas e não somente em um dos lados como padrão. Saí às pressas para o banheiro. Ainda bem que estava livre, caso contrário, não daria tempo.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Indústria de votos
O Brasil está tomando um rumo que nos deixa temerosos, confusos e descrentes. O Partido dos Trabalhadores, de quem deveríamos ter orgulho, está tomando um rumo completamente inverso. Deveria defender todas as categorias, pois nele estão agregados não apenas metalúrgicos, mas também médicos, engenheiros, advogados, agricultores, enfim, todas as categorias profissionais, que são de fato membros ativos deste partido. Todavia, para nossa desilusão, o PT está passando por uma metamorfose. Nova classe de seguidores está sendo criada, mantida e cuidadosamente manipulada. Para acomodar os milhões de brasileiros que vivem na linha da pobreza, foram criadas diversas bolsas de ajuda assistencial. Em princípio, essas bolsas seriam de grande valia e os determinados projetos mereceriam nossa completa aprovação. Porém, como no Brasil tudo é desvirtuado, as referidas bolsas estão virando "profissão" para muitos. Aqueles políticos, que jamais pensam em deixar o poder, tudo fazem para que qualquer projeto torne-se confuso e manipulável. Assim, os índices de pobreza continuam inalterados e o cartel dos corruptos segue mais eficiente e acobertado. O Ministério Público não precisaria nem de inquérito para saber que são burladores da lei. A compra de votos está mais que caracterizada. A cassação desses mandatos, pelo grau de periculosidade, e a perda de direitos deveria ser de 80 anos e não de 8 anos. Até quando o brasileiro vai permitir essa orgia não sabemos, mas um dia a casa cai.
WELLINGTON AMARAL SAMPAIO (administrador aposentado) - Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





