Restos a pagar
O lulopetismo já mostrou a sua cara, sendo desbaratado na sua essência pela Operação Lava Jato, que guardou alguns dos cabeças do projeto "bolivariano", bem como alguns cúmplices da tramoia desequilibrada nas celas da Polícia Federal. Entretanto, alguns detritos da empreitada maluca ainda restam, Brasil afora, sem condições de serem removidos. A empreitada medíocre e sorrateira, empreendida pelo chefe da organização criminosa, que sequestrou o Estado brasileiro, continua porque diversos dos membros da oposição, que deveriam ser "limpinhos", na verdade carregaram muito da roubalheira empreendida no País. Veja-se o que se pretendia fazer com um congresso, ou conclave de blogueiros, gastando-se R$ 100 mil só para isso; ou o aliciamento de determinados cidadãos, que se dizem artistas, com somas vultosas, a título de movimentar a cultura da nação, que reclamavam da extinção do Ministério da Cultura. A voracidade de certos "grupelhos", encastelados nas trevas do poder, chegou ao disparate de criticar o atual governo, que mal está começando. A sociedade precisa ficar bem atenta aos ataques das viúvas da ideologia fracassada, que pretendia submeter o Brasil aos seus caprichos odiosos, sob a máscara da ética e da decência. É preciso fazer críticas construtivas aos governantes de plantão para que possam corrigir seus erros e dar um rumo para a casa "escangalhada". Entretanto, a sanha medonha dos "aventureiros das trevas" deve ser contida para que o barco possa andar.
SERVIO BORGES DA SILVA (advogado) – Londrina

'Seus problemas acabaram'
No artigo "Seus problemas acabaram", o pedagogo Alberto Chahaira Sobrinho defende a presidente contra o impeachment (Opinião, 26/5). Repete mantras petistas, como: "Dilma não embolsou um centavo do dinheiro público". Confunde crime político com penal. "O PGR de FHC ficou conhecido como engavetador geral da República." E não diz que quem colocou este apelido pejorativo foi o PT. "Houve corrupção. Mas, agora, houve punição"; e ignora que agora nossas instituições estão mais consolidadas e há provas. Pergunta: qual a referência para elevar os corruptos tirados do poder a maiores de nossa história? Respondo: a quantidade de prisões, o volume de dinheiro envolvido e provado. Diz ainda: "Quero o fim do roubo do dinheiro público", após defender impunidade ao provado porque culpados não foram condenados. Existe prova maior de que estudo dá conhecimento e nada de sabedoria?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Tirando água da inundação com balde
Diante da enxurrada de notícias sobre a crise moral, política e econômica que atravessa o País, é muito significativa a opinião dada no início do mês pelo coordenador da força-tarefa da Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol: "Sem reformas política e do sistema judicial brasileiro, nenhuma alteração política no governo resultará em melhoras para o País e suas instituições, pois estamos tirando água da inundação (corrupção) com balde". Há necessidade urgente de mudança no sistema de Justiça Criminal, tornando-a efetiva e não gerando a impunidade, e também de reformas políticas para que tornem o ambiente menos propício à prática continuada de crimes de corrupção. Para alcançar esses objetivos, o Ministério Público Federal enviou ao Congresso Dez Medidas de Combate à Corrupção para endurecer as punições a criminosos do colarinho branco. A Operação Lava Jato, apesar de ataques de muitos políticos, é irreversível e precisa seguir adiante para o bem do País.
EDGARD GOBBI (desenhista aposentado) - Campinas (SP)

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