OPINIÃO DO LEITOR
Uma breve história no tempo
Em 1989, Fernando Collor de Mello (PTC-AL) foi eleito presidente da República por pequena margem de votos (42,75% a 37,86%) sobre Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP), em campanha que opôs dois modelos de atuação estatal: um pautado na redução do papel do Estado (Collor) e outro de forte presença do Estado na economia (Lula). O "caçador de marajás" prometeu combater a inflação e a corrupção, defendendo os descamisados. O "filho do Brasil", por sua vez, apresentava-se como entendedor dos problemas dos trabalhadores, notadamente por sua história no movimento sindical. No seu terceiro ano de mandato, seu irmão Pedro Collor de Mello acusou o tesoureiro da campanha (PC Farias) de articular e de implantar um esquema de corrupção, tráfico de influências, loteamento de cargos públicos e cobrança de propina dentro do governo, cujos beneficiários eram integrantes do alto escalão e o próprio presidente da República. Em agosto de 1992, a população brasileira foi às ruas para pedir o impeachment. Os protestos tiveram, como protagonista, o movimento "caras-pintadas", cujos lemas eram: "Fora Collor" e "Impeachment Já". Em 29/12/1992, com a iminência de condenação e afastamento definitivo, Collor renunciou ao cargo. Em 2016, após duas reeleições consecutivas de candidatos do PT (Lula e Dilma) e o advento das delações premiadas no bojo da Operação Lava Jato, comprova-se, mais uma vez, a seguinte teoria do filósofo alemão Georg Hegel (1770/1831): "A história ensina que povos e governos nunca aprenderam nada com a história!".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) Londrina
Impeachment x Lava Jato
Mal sabiam as pessoas que foram às ruas pedir o impeachment de Dilma Rousseff que estariam assinando um atestado de burrice e que estariam de acordo com o pacto do fim da Lava Jato. As pessoas vão no impulso, no empurrão da grande imprensa ou até mesmo da burguesia, que eram a favor do impeachment por interesses. As pessoas não podem ser "Maria vai com as outras". O impeachment é coisa séria e o contexto político tem que ser muito bem analisado. Por trás do golpe, não existia apenas vontade de governar. Na votação, parte dos deputados não ouviu a voz do povo, ouviu sim foi os seus interesses (medo da cadeia!). Se a Lava Jato esfriar, essas pessoas serão cúmplices dos corruptos.
JOAO DOS SANTOS SOUZA (aposentado) Londrina
Multas para faróis apagados
Sobre a matéria "Faróis acesos contribuem para redução de acidentes" (Cidades, 16/5), esqueceram de perguntar ao entrevistado qual é a meta de multas que foi definida antes da aprovação dessa lei. Ao invés do uso dos faróis ser incentivado para a segurança dos motoristas, cria-se uma lei para se poder aplicar multas. E o que é mais importante e usual: multas que podem ser aplicadas a distância sem muito trabalho. O entrevistado alega que para carros de algumas cores isso será útil, por que então se permite tais cores nesses veículos? Se falar ao telefone enquanto se dirige é proibido por lei, por que uma grande montadora está com propaganda divulgando um sistema que permite falar ao telefone enquanto dirige um carro em apenas duas rodas? Não seria melhor os policiais rodoviários levantarem e eliminarem os danos que causam aos carros os tachões que foram colocados nas curvas das estradas? Não seria mais salutar estes profissionais indicarem e exigirem a reparação das várias curvas com inclinação negativa que lança os carros para fora da estrada? Um motorista sai com seu carro totalmente revisado e liga seus faróis na luz baixa, a trepidação com as baixas condições das estradas (buracos, ondulações e baques em beira de pontes desniveladas com o asfalto) fazem uma lâmpada se queimar e ainda assim o cidadão pagador de seus impostos será penalizado com multa? Isso é uma vergonha! Espero que, assim como ocorreu com as caixas de primeiros socorros e com os extintores de incêndio, essa lei absurda caia por terra dentro de bem pouco tempo.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
Trânsito: comércio com horário alternado
Com o grande fluxo de carros em Londrina nos horários de rush (como a entrada e saída das escolas e trabalho), poderiam alternar as entradas e saídas de funcionários no comércio e dos alunos em somente 15 minutos a menos. Com isso, muitos dos problemas de tráfego estariam resolvidos. Lógico que com a ajuda da CMTU para orientar o trânsito em vez de só multar (arrecadar), aliado à onda verde e desbloqueio de faixas exclusivas que privilegiam empresas de ônibus em economia de combustível e prejuízo ao calçamento e ao trânsito.
OSMAR CARVALHO (contador) Londrina
Errata
Em Loterias (28/05), o resultado da Lotomania foi publicado como sendo da Lotofácil.
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG,
endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal.
E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





