Auditoria na Previdência
Fiz e refiz os cálculos, baseado em meu exemplo real, somei e corrigi todas as contribuições durante os mais de 40 anos de contribuição (poupança), retirei 50% para o SUS que raramente usei. O valor apurado daria para pagar o teto máximo por mais 36 anos: concluo, não há deficit na Previdência! O que houve, a meu ver, foi desvio de dinheiro. Financiou-se redes de esgoto em cidades e outras obras a fundo perdido, concedeu-se aposentadoria a quem pouco contribuiu. Trabalhei em empresa de economia mista e aparecia na folha de pagamento nomes de pessoas que nunca vimos, por 3 anos ou mais, e a explicação é que era para se aposentar (funcionários públicos, a maioria de Brasília). Políticos se aposentam com 8 anos, vejam bem o Lula é aposentado, é justo? Portanto, antes de qualquer coisa, deve-se fazer uma auditoria, séria, tipo Sérgio Moro e, tenho certeza, descobre-se para onde foi o dinheiro que eu e tantos outros trabalhadores de verdade pagamos. Então, auditoria na Previdência já, devolução do dinheiro e aumento de idade depois.
ADALBERTO BRANDALIZE (professor) – Londrina

Sabedoria popular
Depois de ouvir atentamente, parte do depoimento do presidente afastado da Câmara de Deputados no Comitê de Ética, Eduardo Cunha, notei que as expressões populares "cara de pau" e "bagre ensaboado" deveriam deixar de existir no folclore brasileiro. As expressões passam a ser substituídas, de agora em diante, e por "cara de Cunha" e "Eduardo Cunha" respectivamente. Se eu fosse Temer, indicaria o nobre deputado ao cargo de ministro chefe da Dívida Pública brasileira, interna e externa, pois já vejo os resultados vantajosos. A dívida pública passaria a ser uma entidade associativa e sem fins lucrativos, os títulos públicos passariam a ser patrimoniais, os juros contratados passariam a ser juras de pagamento, o retorno dos investimentos passaria a ser expectativas de benefício. Dito isso, os proprietários dos títulos patrimoniais da dívida pública deveriam integralizar capital, pois a entidade encontra-se em sérios problemas financeiros e patrimoniais. Feito isso, a integralização de capital, as juras de pagamento seriam saldadas e a dívida pública se tornaria próspera e saudável. Os sócios poderão vender seus títulos da dívida pública a terceiros ou até mesmo à própria entidade e o Brasil não precisará pagar mais os juros nem a própria dívida. Só precisaremos ter cuidado de não eleger certos partidos que conseguem quebrar empresas públicas, em especial, as lucrativas.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

CAR e PRA
Cerca de 35% das propriedades rurais na região Sul ainda não fizeram o Cadastro Ambiental Rural (CAR), segundo o artigo "Cadastro Ambiental Rural: prazos e benefícios", dos advogados Laurine Lopes, Luís Eduardo Neto e Luís Hasegawa (Espaço Aberto, 24/5). Amigo agricultor, penso que o CAR é bom além de útil. Daqui a 30 anos vai se provar como era a propriedade já em 2016. Se o Paraná tiver menos mata do que deveria ter, será possível identificar os infratores e você não terá de pagar por crime de outro. Hoje, exemplificado, produtor que comprou 50 ha sem um pé de mato, que fazia parte de propriedade com 100 ha cuja reserva legal (20 ha) estava na parte que não adquiriu, é obrigado a constituir a reserva legal. Permitiram, por omissão ou outro motivo, que aquele com 30 ha agricultáveis mais 20 ha de mata a derrubasse. E o agricultor que não arrancou uma folha sequer vai ser obrigado a constituir reserva legal. O artigo fala de vantagens trazidas pelo Programa de Regulamentação Ambiental (PRA). Dentre o que consideram vantagem está poder compensar a falta de reserva legal comprando mata em local adverso da propriedade. Quem tem mata pode derrubar? O produtor compra e averba a mata, o Paraná aumentou a área de mata ou a mata apenas mudou de dono e o agricultor gastou? É vantagem pagar em suaves prestações dívida que não é sua? Não existe direito adquirido que garanta ao agricultor não gastar e permanecer sua propriedade como está?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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