Prorrogação dos contratos do pedágio
Chega ser revoltante o comportamento autoritário do presidente da ABCR com relação ao questionamento do pedágio no Paraná na matéria "1Falar mal do pedágio dá voto’, diz presidente da ABCR" (Política, 20/5). Não reconhece, o que é opinião generalizada, que as tarifas são as mais caras do Brasil. Dizer que os valores cobrados correspondem aos investimentos realizados é chamar os paranaenses de idiotas e que não temos a capacidade de visualizar o que acontece nas rodovias de outros estados. Alegar que as CPIs feitas na Assembleia não detectaram irregularidades não significa nada, porque toda pessoa esclarecida sabe como funcionam tais comissões. Ele quer desmobilizar a qualquer custo a Frente Parlamentar contra a prorrogação dos contratos e não dá nenhuma abertura ao debate. Transmite a impressão que a prorrogação é assunto resolvido. Do outro lado, nós paranaenses temos a dizer ao dirigente da ABCR que a prorrogação sem nova licitação é proposta indecorosa, provocação e atitude muito mal explicada. Que não podemos aceitar essa imposição e a continuidade desse obscurantismo que blinda os termos dos contratos de concessão. Que o silêncio e a concordância tácita do governador Beto Richa também nos causam profundo constrangimento e deixam muitos pontos de interrogação no ar. Que torna-se imperioso abrir essa caixa preta que nos atormenta e provoca ruínas à economia do Estado há 18 anos. E que não concordamos que o pedágio é a "Geni do Paraná" mas, sim, que é "aquilo que jogam na Geni".
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) – Londrina

Santa Casa, comemoração ou lamentação?
Quero aqui ressaltar a importância da obra de ampliação da Santa Casa de Misericórdia de Londrina (Cidades, 24/5). Cravada no centro de nossa cidade, onde nasceu em 1936 através do empenho e dedicação do desbravador e empreendedor Arthur Thomas, que reuniu lideranças locais com o intuito de construir um hospital para atender as necessidades da metrópole que começava a surgir. Após oito anos de esforços, inaugurava-se aquele que seria o hospital de referência para toda a sociedade londrinense, apesar de todas as dificuldades inerentes à época. Diante deste fato, só me resta lamentar que, passados 23 anos do início de uma obra de "reforma e ampliação" (início em 1993), sejam necessários mais aportes de recursos para a conclusão desta que pode ser considerada "o Petrolão londrinense". Em uma busca rápida no Portal da Transparência do governo federal, é fácil averiguar que o volume de dinheiro disponibilizado para esta obra supera os R$ 50 milhões, valor muito superior aos R$ 26,5 milhões informados na reportagem citada, ou seja, o dobro. E ainda assim, não há uma certeza da conclusão da obra, e caso isso aconteça, sua obsolescência é certa.
ADOLPHO ANDRADE BOBROFF FILHO (administrador de empresas) – Londrina

Exemplo
Há alguns dias, Arnaldo Jabor nos mostrava sua visão sobre perspectivas para o Brasil, em um dia histórico, em que o Senado afastou a presidente Dilma Rousseff. Foi uma palestra inspiradora, afinal esse grande jornalista é de um conhecimento invejável, com experiências que poucos tiveram. Mas o que mais me chamou a atenção foi a presença do nosso prefeito (como é bom ter o orgulho de falar "nosso prefeito"), que foi recebido por um constante som de aplausos, e ser aplaudido no atual cenário político do Brasil, convenhamos, não é para qualquer um, principalmente tratando-se de Londrina, onde já vinha sendo rotina ter prefeito preso ou cassado. Fica aqui minha admiração por esse líder, que apesar dos problemas e adversidades que encontrou na prefeitura, nos ensina que com muito trabalho, dedicação, profissionalismo, honestidade, respeito e planejamento, é possível sim dar a nossa cidade a administração que se faz necessária. Fica minha gratidão por essa dedicação a Londrina, que nos traz esperança de um futuro melhor. Fica o meu pedido para outros políticos seguirem o exemplo. Fica Kireeff!
RODRIGO RIBAS DE OLIVEIRA (empresário) – Londrina

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