OPINIÃO DO LEITOR
Corrupção: marca da política brasileira
A beleza e diversidade cultural do Brasil são aspectos positivos que passaram a ser despercebidos em meio a graves problemas e crimes políticos que constroem o histórico brasileiro. O país marcado pelo impeachment de Collor em 1992, "Mensalão", "Petrolão" e inúmeros escândalos que deterioram a honestidade política, passa a enfrentar a possibilidade de sofrer com o segundo impeachment, aniquilando qualquer credibilidade de nossos políticos. Para reverter esse quadro vergonhoso, milhares de pessoas buscam por meio de protestos e as redes sociais expor suas opiniões e críticas, já que não possuem "voz" perante as autoridades. Essas atitudes são responsáveis por despertar a esperança de um país melhor. As consequências e reações das irregularidades cometidas pelas autoridades afetam unicamente os cidadãos de média e baixa renda. Seus efeitos são percebidos nitidamente, prevalecendo o descaso e o desrespeito com a população brasileira. A necessidade de uma política transparente, integrada por leis mais rígidas e fundamentada pela honestidade é o desejo de todos os indivíduos prejudicados. No entanto, essa pretensão está distante de ser realizada e as mudanças que poderão ocorrer são frutos da revolta, criticidade e voto consciente dos patriotas que juntos mostram as suas forças.
PATRÍCIA LARA FIRMANI (estudante) - Alvorada do Sul
Ministros de Temer
Sou respeitosamente contra o discurso politicamente correto do estudante André Muniz Parra sobre os ministros de Temer (Opinião, 19/5). Não tem negros? Presidente racista. Não tem mulheres? Presidente machista. Não tem homens? Presidente feminista. Não tem homossexuais? Presidente homofóbico. Não tem índios? Presidente etnocentrista. Não tem portadores de necessidades especiais? Presidente não inclusivo. Chega de rótulos! O importante são os ministros serem competentes e honestos, independente do que sejam. Afronta são os corruptos, esses sim devem ser extirpados!
JOÃO VITOR CEZARO TYMINSKI (advogado) Londrina
Banco Central
"Se não fizer nada, País pode cair para 3ª divisão", vaticinou o economista, Ilan Goldfajn, em entrevista ao "Estadão" (21/2). Utilizando de uma metáfora futebolística para ilustrar a necessidade de o Brasil ter que tomar atitudes na busca da retomada da confiança o agora presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, já deu um recado claro de quais medidas deveriam ser tomadas para a retomada da confiança. Suas sugestões estavam impregnadas de um espírito de senso de urgência. Fui convencido pelas suas análises e estendi esse senso de urgência, citando algumas das preocupações do economista em minha carta que a FOLHA DE LONDRINA (29/2) publicou, em que relaciono a necessidade do Executivo e do Legislativo de cortarem na carne no debate que se deu em torno dos salários dos vereadores, prefeitos e secretários. O Brasil enfrenta forte recessão, se todos colaborarem mais cedo sairá dessa crise. O momento é de conscientização!
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor de sociologia) Londrina
Mea culpa
Assisti à saída da presidente Dilma do Palácio do Planalto e senti enorme tristeza. Não porque penso que tenha sido injustiçada e não mereça, mas em razão de saber que é gravíssimo ter um presidente da República afastado e pior, ter a presidente dado motivo para tanto. Também tenho culpa, sem saber qual e quanto me pergunto: deveria ter feito algo? O quê? Talvez, se eu fosse simplesmente melhor e me preocupasse mais com mais gente ao invés de puxar sempre a brasa para minha sardinha isso contagiasse outros e acabasse ressoando na presidente.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) - Londrina
■ As cartas devem ter no máximo 700 caracteres e vir acompanhadas de nome completo, RG, endereço, cidade, telefone e profissão ou ocupação. As opiniões poderão ser resumidas pelo jornal. E-mail: opiniao@folhadelondrina.com.br





