‘Capital das lombadas’
Dantes, capital do asfalto. Outrora, capital do café. Dois adjetivos que nos fizeram orgulhosos enquanto durou. Agora, nossa cidade ostenta outro epíteto bem oposto e que nos envergonha quando somos abordados por visitantes: Cornélio Procópio é a "Capital das lombadas". Algumas até importantes, embora irregulares. A grande maioria, completamente injustificáveis. Leva-nos a imaginar que cada obstáculo é ou foi concebido conforme a vontade do cidadão, o eleitor. É só pedir e pronto. É bom lembrar que obstáculos devem existir para inibir a prática da velocidade irresponsável e não para parar o trânsito. São empreendimentos realizados sem planejamento ou estudo de viabilidade e, o que é pior, sem observância das normas ditadas pelo Contran, mais especificamente sob a égide da Resolução nº 39/98. Como se tudo não bastasse, ainda existem as crateras que surgem em profusão e que por si só também são potenciais quebradores de veículos e inibidores da velocidade minimamente necessária ao bom desempenho no tráfego. O Corpo de Bombeiros, a polícia e os socorristas do Samu que o digam.
AGOSTINHO BACON (bancário aposentado) – Cornélio Procópio

Eleições
Tem sido uma prática dos políticos, eleitos pela maioria dos votos dos pobres, governarem para os ricos! Entretanto, estejamos alertas: haverá eleições em outubro, nenhuma grande indústria foi instalada, tampouco construída uma grande obra. Nossos impostos e taxas são usados para manter companhias e autarquias, que deveriam transformar-se em secretarias, cargos comissionados além da Câmara de Vereadores, talvez, a mais cara da região, eis a razão da cidade estar abandonada na periferia e distritos. Por que continuar votando em quem não conhecemos na população pobre? Cambé, está linda, limpa, conservada, bem administrada, pagamos um IPTU, justo. A única ressalva é que os coletores do lixo não transportam resíduos de limpeza de quintal, uma pena.
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

Candidatura do atual prefeito
Tem se observado por parte da imprensa londrinense uma descarada campanha pela candidatura do atual prefeito. Tratam a decisão do Kireeff em não se candidatar nas eleições municipais deste ano como uma tragédia, praticamente o fim de Londrina, parecendo ser motivo de remoção dos habitantes (fujam para as colinas!), alegando que a atual administração é honesta, não foi investigada pelo MP, etc., como se depois de dois prefeitos cassados em Londrina, honestidade agora fosse virtude e não obrigação. Honesta por honesta, até a sofrível administração petista do ex-prefeito Nedson foi. Difícil aceitar que essa parte da imprensa esteja sendo tão tendenciosa em pleno ano de eleição louvando e aclamando uma administração que governa dando prioridade ao centro e à Gleba Palhano, que parece ser uma cidade separada de Londrina, tamanho zelo e cuidado que recebe da administração em detrimento das demais regiões da cidade que estão tomados pelo mato, buracos, sujeira, falta de sinalização, sem falar na espera de 10 horas para uma simples consulta nas UPAs, além da falta de materiais básicos nas UBS, que ainda funcionam devido à dedicação e abnegação dos servidores municipais.
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (gestor de RH) – Londrina

Impeachment na boca do povo
Foi aprovado o afastamento da presidente Dilma por seis meses até que seja aprovado ou não o impeachment em definitivo. Vejo as pessoas de todas as idades comentando sobre o assunto o tempo todo e em todos os lugares, mas o que me chama a atenção são aqueles que não estão devidamente informados sobre o assunto. Há pessoas que dizem que Dilma está sendo afastada injustamente do cargo e, quando as questiono por que, ouço a seguinte resposta: "Mas ela não é corrupta". Então, lhes digo que ela não está sendo afastada por corrupção, vejo na hora suas expressões de vergonha e suas diversas formas de fugir do assunto. Fico espantado ao ver pessoas comentando e opinando sobre um assunto de tremenda proporção, sem sequer se certificar que seus argumentos são reais.
NATHAN ROCHA MUNHÓZ FABRIL (estudante) - Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup