Uma fácil solução
Eu, um simples aposentado, sempre recolhi sobre 20 salários. Com o Plano Collor passei a recolher sobre 10 salários e, após 30 anos de recolhimento, me aposentei. Num cálculo preliminar, receberia 7 salários de aposentadoria, o que me possibilitaria uma vida com um certo conforto. Para minha surpresa, recebi somente 2,2 salários. Pensei, "Meu Deus, não posso parar de trabalhar" - fui à luta e nunca mais parei. Após gerar milhões de impostos e milhares de empregos, estagnei. Provavelmente, trabalharei até o último dia de minha vida, se Deus permitir. Já estou recebendo um salário mínimo, ao menos não pago mais. Daí, vemos a solução para o rombo do INSS. "Simples": os 10% de contribuintes que consomem 90% da arrecadação teriam seus recebimentos em não mais que 10 salários e teriam as mesmas correções que nós simples mortais! Num futuro, quem sabe até uma nivelação. Com isso, teríamos um numerário maior e os ilustres marajás fariam como eu e muitos brasileiros o fazem: trabalhariam até o fim de seus dias.
NIVALDO CREMONEZI (aposentado) - Cambé

Violência
A prisão de policiais militares noticiada na FOLHA sob suspeita de fazerem justiça com as próprias mãos é algo repugnante. Não cabe a eles esse direito. O que nos chama a atenção é o motivo da vingança: ao meu ver, foi motivado por ter sido morto um policial que em seu momento de folga estava a serviço de particulares, uma maneira de aumentar seus rendimentos, os chamados "bicos". Nossas autoridades têm que estar atentas para o problema, remunerando melhor esses profissionais e criminalizando os bicos. Policiais em seus momentos de folga devem estar com seus familiares e não em postos de combustível, arriscando suas vidas e a própria segurança pública com retaliações violentas como são acusados esses policiais.
LUIZ FURTADO (vendedor) – Londrina

‘Policiais sentenciados’
Em relação ao caso dos policiais militares presos, eles são apenas suspeitos e não os executores da chamada "chacina". O que até o momento foi apontado é cedo para que os execrem como culpados. A Constituição nos garante o direito à ampla defesa e ao contraditório e, a partir de agora, se iniciará uma batalha jurídica. De acordo com a lei, todos são inocentes até que se prove o contrário, Se forem culpados terão suas penas, e se forem inocentes? Devemos condená-los e já sentenciá-los? Tudo é prematuro. Temos de tratá-los nesse momento como suspeitos e, não como autores. Esperemos a Justiça fazer seu trabalho até que tudo esteja transitado em julgado, de sentença irrecorrível antes de crucificá-los. São profissionais, país de família, homens honrados e merecem no mínimo o direito da dúvida.

ALEXANDRO CARLOS (policial militar) – Londrina

República de Curitiba
Com relação ao artigo "República de Curitiba, Capital do Turismo Cívico" (Espaço Aberto, 13/5), será que a recomendação do diretor-presidente da Paraná Turismo, Jacó Gimennes, para visitar Curitiba por motivos cívicos tem consistência? Curitiba não é apenas sede da Operação Lava Jato. Incluir no roteiro turístico somente a sede da Justiça Federal, a casa do "japonês", não é justo. Para o roteiro ser completo, é preciso visitar também o Palácio Iguaçu cujo habitante principal está sendo investigado em Brasília. Este mesmo palácio é o abrigo de um servidor, repentinamente promovido a secretário, que durante anos recebia o salário da sogra sem que ela comparecesse um dia sequer ao trabalho. O roteiro de "turismo cívico" deve incluir, obrigatoriamente, uma rápida visita ao Tribunal de Contas, e uma visita mais demorada à Assembleia Legislativa. Nesta última Casa, o guia deve explicar quantos milhões ali foram roubados e que até agora ninguém foi condenado! Para finalizar o roteiro com fecho de ouro, poderia ser mostrado o apartamento de um cidadão que está preso por bater na mulher e mesmo assim acha que está em condições de assumir a vaga de deputado federal!
JOHAN SCHEFFER (professor)- Castro

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

mockup