OPINIÃO DO LEITOR
Ministros do governo Temer
Muito se tem falado a respeito da ausência de mulheres no governo Temer. Após a recusa de Marília Gabriela em assumir a secretaria de Cultura, saltou aos olhos a injustiça cometida contra a grande jurista, excelentíssima professora e oradora, a ilustríssima doutora Janaína Paschoal. Quanta injustiça não ter sido convidada a integrar esse governo de ilustres, probos, excelentes homens públicos. Ainda há tempo de se remediar essa injustiça. Ainda mais agora que o país se transforma no verdadeiro Jardim do Éden, abençoado por pastores íntegros, honestíssimos e capitaneado por uma pessoa acima de quaisquer suspeitas. Acabou a corrupção, um futuro brilhante aparece no horizonte. Ordem e Progresso como nunca se viu. Janaína Paschoal na secretaria de Cultura já!
JOSÉ ANTONIO MARQUES CARRER (professor) - Curitiba
Velhos erros
O pretenso "novo governo" está incorrendo nos mesmos erros de antes. De início, pela indicação de parlamentares para o ministério, que caracterizo como desvio de conduta. Isso porque foram eleitos para defenderem os interesses do povo e não para negociarem com o Poder Executivo seus apoios. No caso da Saúde, o povo não precisa de um ótimo cardiologista como ministro, mas sim alguém da área de assistência social ou economista, como foi Serra, para melhor atendimento da população. Na Caixa tem que ser um economista voltado para área social. Essas são as aberrações como o da indicação do pessoal do PP para o setor financeiro e bancário por serem PhD em desvios de recursos, conforme constatado pelo Ministério Público Federal. Será que serão os melhores na formação de caixa 2 para atender às despesas de campanha, como já fizeram?
NEWTON MODESTO DAVILA (aposentado) - Londrina
Concurso da prefeitura
Na tentativa de fazer provas semelhantes à temida banca Cespe, a Prefeitura de Londrina comete erros já no momento de realização das provas. No dia das provas, alguns fiscais orientaram os candidatos quanto à correção do gabarito, enquanto em outras salas isso não foi informado. A diferença se dá pois a Secretaria de RH não elaborou um documento com informações gerais para que fosse lido igualmente por todos os fiscais. O fiscal, um servidor público municipal, é quem decide as informações que fornecerá aos candidatos. A prova, elaborada por servidores do município, também apresentou erros de português, na ortografia e concordância, como crases em locais errados e falta de coesão, fato inaceitável em um concurso público. Mesmo após a divulgação do gabarito pós-recursos, erros continuam visíveis e esdrúxulos, sustentando argumentos completamente contraditórios com seu gabarito.
JÉSSICA LÍRIAN ROSA CALVANI (bacharel em Direito) Londrina
Falhas em concurso
Novamente a Prefeitura de Londrina realiza um concurso público. Em 2013, o processo para contratação de servidores para a área da Saúde foi cancelado por plágio. Na época, o prefeito afirmou que faria quantas licitações fossem preciso para aplicar novas provas. Gostaria de saber quantas licitações foram feitas para a realização do concurso realizado no dia 1 de maio? Novamente, a prefeitura foi a organizadora e o concurso apresentou falhas. Após a divulgação do gabarito pós-recursos, ainda há erros. Em um recurso protocolado para a questão 9, do cargo TOSU, argumentei que a expressão "além de" tratava-se de um elemento coesivo por adição e, por isso, a questão deveria ter o gabarito "certo". A banca respondeu ao meu recurso, fazendo uso do mesmo argumento, para dizer que a questão continuaria com o gabarito "errado". A própria banca se contradiz. Na prova para o cargo de ACEU01, oito questões tiveram o gabarito alterado. Para TGPA01, também oito mudanças ou anulações. No TOSU01, duas questões anuladas. Além dessas, ainda há questões passíveis de dúvida. Se a prefeitura elabora as provas tentando se igualar à Cespe, antes é preciso ter garantia do processo que está sendo feito para que não ocorram tantas mudanças e erros.
YVI LEÍSE ROSA CALVANI (jornalista) Londrina
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