Poder embriaga e vicia
Na madrugada de quinta-feira foi dado o golpe de misericórdia na presidenta Dilma Rousseff. Por maioria incontestável dos senadores, foi aprovado o início do processo que poderá culminar com o afastamento definitivo da chefe maior do Estado brasileiro. O governo do PT, que agora chega ao seu fim, foi marcado por uma luta desenfreada pela permanência no poder. Já no início da gestão Lula foram aperfeiçoados todos os mecanismos de corrupção. O Mensalão se tornou artimanha corriqueira em todas as esferas do governo. Pagamento de propinas passou a ser pré-requisito para empresas ganharem licitações. Desvios de verba começaram a encher os cofres que, em consequência, abasteceriam as tão caras campanhas eleitorais. O PT não inventou a corrupção, apenas aperfeiçoou e montou um projeto de perpetuação de poder. Muitos defendem que o governo petista faz coisas boas para o país. E, de fato, essa afirmação procede. Muitos programas sociais são reconhecidos mundialmente e apresentam resultados satisfatórios. Mas tais programas precisam de dinheiro em caixa para se manter. Agora se inicia o governo Temer que, convenhamos, não é nenhum santo. O novo presidente estava inserido no governo Dilma e é coautor dos desmandos praticados pela presidenta. Temer precisa dar respostas ao povo e precisa fazer seu nome como salvador da Pátria. E precisa ainda lapidar sua imagem, só assim vai ter o poder em mãos. E quando o tiver, vai cometer as mesmas atrocidades do governo petista para não deixar a cadeira presidencial, pois assim é moldado nosso sistema político. Resta lamentar.
VALMOR PEDROSO (empresário) – Londrina

Requião
É muito interessante nossos políticos. O senador Roberto Requião baba feito um cachorro louco para expulsar o governador muito fraquinho Beto Richa, se faz de bom moço para iludir os incrédulos e quando é para brigar com cachorro grande, não muito meio desdentado, como a nossa ilustríssima mulher "sapien" Dilma Roussef, vota contra seu afastamento e vai contra a posição de seu partido. Expulsar o líder da Assembleia Legislativa que era do PMDB pode! E Requião também será expulso pelo PMDB?
MARCELO DE CONTI (gestor de vendas) - Londrina

Multa de trânsito
A despeito do enorme respeito pelo ilustre leitor Amauri Garrido (Opinião, 12/5), ouso discordar dele quando diz que 66% de aumento nas multas de trânsito seria para incrementar a "indústria da multa", confundindo ou misturando encargos legais como IPVA, CIDE, etc. Cumpre relembrar que multa é sanção e não imposto como quer fazer crer o referido missivista. Multa somente é aplicada a quem comete infração de trânsito e 66% de aumento, na minha ótica, ainda é um prêmio para que motoristas inconsequentes que fazem barbárie no trânsito e arriscam a integridade de pessoas inocentes. Não há respeito com vagas de idosos e pessoas com limitação de locomoção, motoristas que ultrapassam o limite de velocidade, não respeitam semáforos, dirigem ao telefone celular, inclusive digitando mensagens, motoristas alcoolizados ao volante, desrespeito à faixa de pedestres, entre outras infrações. Somente mexendo no bolso do motorista é que se poderá coibir tais transgressões. Por este motivo é que estamos neste exato momento promovendo uma campanha para um trânsito melhor, rotulado como "Maio amarelo", com a finalidade de conscientizar um respeito ao trânsito.
CARLOS HENRIQUE SCHIEFER (advogado) – Londrina

Indústria da multa?
Aumento de 66% nas multas de trânsito é crime de usura diz o sr. Amauri Garrido (Opinião 12/5). Se dependesse de mim, a multa de menor valor seria de R$ 5 mil. Devido à quantidade de fiscais a punição é incerta e, devido ao valor, arriscar uma infração compensa. Estacionam em vagas de deficientes e locais proibidos, ultrapassam limites de velocidade, furam o sinal, etc. Indústria da multa? Duvido. Ainda não achei quem levou multa sem cometer infração. Os recursos públicos são poucos e não devem ser gastos com salários e benefícios de fiscais. Melhor seria se os aplicassem em saúde, educação. Se a rara punição for rigorosa quem cometeria uma infração?
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) - Londrina

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