OPINIÃO DO LEITOR
Waldir Maranhão, o Narciso
O presidente interino da Câmara Federal anulou, por sua conta e risco, a sessão plenária que, por 367 votos, autorizou a abertura do processo de impeachment da Presidente da República. Tecnicamente esse ato é inexistente, e não produz qualquer consequência jurídica porque que não reúne os elementos necessários à sua formação. Vale lembrar que, por força da preclusão (decorrido o prazo, extingui-se o direito de se praticar um ato), o deputado federal Waldir Maranhão não tem poder para se imiscuir em processo de impeachment que não está mais na sua esfera de competência. Em seus 15 minutos de fama, ele pode ser comparado ao beócio Narciso (herói da mitologia grega) que, segundo o oráculo Tirésias, teria vida longa, desde que nunca visse seu próprio rosto. Mas o ilustre deputado preferiu se contemplar no espelho d´água do Palácio do Planalto. Água ardente, vida breve!
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina
Decisão patética
A decisão do presidente interino da Câmara Federal, Waldir Maranhão (PP-MA), pela anulação da votação dos 367 votos favoráveis ao impeachment da presidente da República foi patética, qual tem sido a reação de Dilma Rousseff, Lula, José Eduardo Cardozo e todos os políticos do PT. Brasileiros, essa quadrilha tem que ser extirpada do poder para que possamos ter a oportunidade de termos um Brasil melhor para os nossos filhos. Não podemos baixar a guarda. Avante Lava Jato! Avante procurador-geral da República. Avante STF!
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Temer, por quê?
À luz de nossa Carta Magna, Michel Temer será nosso novo presidente caso se confirme o iminente impeachment de Dilma. A linha sucessória não nos oferece nomes auspiciosos, entretanto, se assim entendemos, Temer é o melhor entre os menos brilhantes. Acredita-se que o novo eventual mandatário, com fulcro nos preceitos Constitucionais e com a prerrogativa de poder construir uma base sólida no Congresso, tem condições, sim, de proporcionar ao País o início da retomada do crescimento e da governabilidade, desde que não aconteça outro afastamento. O terreno ficando fértil, sem a praga da corrupção, certamente proporcionará abundante colheita. O susto que a operação Lava Jato está impondo a muita "gente boa", leva-nos a acreditar que os devastadores crimes contra o patrimônio público a que estamos assistindo, passarão por uma festejada trégua. Chega de confusão! O Brasil tem pressa.
AGOSTINHO BACON (bancário aposentado) Cornélio Procópio
Dilma e o tapete
Em mais uma clara demonstração de que não pensa antes de falar, se é que pensa em algum momento, a presidente afirma que "Não irá para debaixo do tapete" Ora presidente, este ditado faz referência à sujeira que é jogada para baixo do tapete, escondida, quando o responsável pela limpeza é preguiçoso e sem-vergonha. Garanto para senhora que este não é o caso, desta vez os responsáveis pela limpeza são os milhões de brasileiros que foram às ruas para pedir a sua cassação e a cadeia para toda a quadrilha instalada em seu governo e no governo do ex-presidente Lula. Desta vez, os responsáveis pela limpeza são inspirados por um juiz federal que de preguiçoso não tem nada, aliás demonstra que tem disposição de sobra para fazer a faxina que o País exige e tanto merece. Talvez, o melhor tapete que você poderá usar será aquele voador do conto de Aladdin, porém já vou adiantando que tudo indica que seu mapa de viagem inclui uma parada em Curitiba e uma longa espera numa salinha apertada com grades nas janelas. Aceite nossos sinceros desejos de uma boa viagem!
RUBEM DE OLIVEIRA CAUDURO (professor) Londrina
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