OPINIÃO DO LEITOR
O malvado favorito
A decisão liminar proferida pelo ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF), no sentido de suspender o mandato do presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), está corretíssima. Foi confirmada pelo pleno do STF, haja vista que a Corte tem poder para fazê-lo (alínea "b" do art. 102-I da CF/1988), assim como há evidências de que o ilustre deputado federal atua nos moldes tipificados pelo artigo 319 do Código Penal (prevaricação), ou seja: vem retardando, indevidamente, ato de ofício, ou vem praticando manobras contra disposição expressa de lei para satisfazer interesse pessoal, notadamente no processo que tramita pela Comissão de Ética da Câmara Federal e que pode puni-lo com a perda definitiva do seu mandato. Eduardo Cunha, em pleno século 21, ainda acredita que a punição dos malfeitos pode ser postergada para um futuro muito distante, onde o tempo se encarrega de prescrevê-la e de esquecê-la. É notório, em seu comportamento, que ele está se divertindo com tudo isso, conforme já advertiu o filósofo José Ortega Y Gasset (1883/1955): "Eu sou eu e as minhas circunstâncias!".
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) Londrina
Cunha, um mau que fez o bem
Se o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não tivesse aceitado o pedido de afastamento da presidente Dilma, hoje ele estaria no cargo e atrapalhando o desenvolvimento do Brasil como sempre fez. Portanto, acho que Cunha poderia fazer muito mais para o Brasil fora da Câmara Federal, tornando-se o mais importante delator da Operação Lava Jato levando junto com ele centenas de políticos corruptos que atuam no Brasil. Saindo a presidente Dilma, sai também do cenário o "general" Lula que comanda a maior quadrilha de estelionatários. Espero também que Renan, Temer, Aécio, Beto e tantos outros sigam o mesmo caminho e façam uma visita ao juiz Sérgio Moro. Depois que a poeira baixar devido à grande marcha para Curitiba, espero que sobre algum político, independente de partido, que possa resgatar o Brasil do fundo do poço e ajude a nação na recuperação da economia, saúde e emprego. Que exemplo bom esses políticos estão transmitindo a nossos jovens? Nunca podemos perder as esperanças, acredito que ainda vai surgir alguém que possa pôr a casa em ordem depois que passar essa tempestade de horror.
ANTONIO JOSÉ RODRIGUES (aposentado) Londrina
Eduardo Cunha
No dia 23/8/15, neste espaço, tratei da questão inusitada e excepcional sobre denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao STF contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Pouco mais de sete meses, o resultado foi a suspensão da presidência e de seu mandato. Previ que Cunha invocaria o prazo de 24h que o STF tem para comunicar a Câmara. No entanto, quem deu o primeiro passo foi o Supremo, ou seja, o sempre atento deputado com as regras e regimento cochilou. Em tese, quem pode reverter essa situação é o deputado paranaense Osmar Serraglio (PMDB) que, na condição de presidente da Comissão de Constituição e Justiça, têm a prerrogativa de convocar reunião para deliberar sobre o assunto no plenário da Câmara. O próprio Supremo reconhece a excepcionalidade do caso e, diante dos fatos, a única bala na agulha de Cunha é esta. Não adianta recorrer ao STF, lá ele já perdeu de onze a zero.
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor de Sociologia) Londrina
Esclarecimento
Sobre a matéria "Distrações perigosas no trânsito" (Cidades, 5/5), a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) esclarece que não há como comparar o registro de mortes de 2009 e 2015 (aumento de 75,43%). Isso porque até 2013 o estudo incluía apenas as mortes no local do acidente. A partir de 2014, começou o registro também de mortes posteriores ao dia do acidente, e essa mudança na metodologia interferiu no aumento das vítimas fatais.
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