Tribunal de Justiça do Paraná
Há um ditado popular que diz: "A Justiça tarda, mas não falha". Entretanto, quando o crime é praticado por político a coisa muda, ou seja, a Justiça tarda e falha. Exemplo típico dos crimes do deputado estadual Nelson Justus que, provavelmente, se trata de um "vidente" já que comandava um grupo de fantasmas na Assembleia Legislativa do Estado. E, mesmo assim, o Tribunal de "Injustiça" do Paraná vai decidir "se" aceita ou não, a denúncia contra o deputado. Pelo andar da carruagem, não teremos justiça de fato no meio político paranaense, infelizmente!
WILSON OLIVEIRA TRINDADE (bacharel em Direito) – Londrina

WhatsApp e o poder judicial
Junto com a decisão de interromper o WhatsApp em todo o País que causou prejuízo aos usuários do serviço, temos assistido ultimamente um verdadeiro show de complexos de vaidades e síndrome de Deus por parte de alguns magistrados, adoradores de holofotes. Penso que certos poderes atribuídos a juízes deveriam ser revistos para que um colegiado - já na primeira instância - pudesse se manifestar em decisões que afetem o coletivo já que, como ser humano, podem falhar. Mesmo havendo os tais recursos a instâncias superiores que possam reformar decisões, ocorrem situações como a do WhatsApp que afetam milhares de pessoas. Como ficaria se a decisão judicial tivesse sido sobre empresas de telefonia, ônibus, aviação, etc? Também pediria a suspensão de seus serviços?
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) – Londrina

A culpa é sempre dos outros
O artista plástico Célio Borba (cartas 30/4) escreve que o "impeachment de Dilma é a repetição da tomada de poder pela oposição, como aconteceu com Collor em 1992". Diz que isso é "conspiração e traição". Ferrenho defensor de Dilma e dos governos petistas, o missivista não se deu conta, ou é desinformado, de que o principal articulador do pedido de saída de Collor foi Lula, apoiado incisivamente pelo PT. Aliás, eles pediram, também, o impeachment de Fernando H. Cardoso e Itamar Franco. Com o petismo é assim mesmo: a culpa é sempre dos outros. Depois das recentes denúncias sobre Collor, defendê-lo é, no mínimo, inusitado e uma afronta à inteligência dos brasileiros. O sr. Borba ainda teve a petulância de rotular de ignorantes os milhões de brasileiros que saíram às ruas, vestindo verde amarelo e demonstrando todo o seu patriotismo, para manifestar a insatisfação com a situação degradada econômica e moralmente na qual os governos petistas jogaram o País. As conveniências e o egoismo cegam ainda mais os oportunistas que não conseguem enxergar além do próprio umbigo.
LUDINEI PICELLI (administrador de empresas) - Londrina

Boas notícias em andamento
Supondo que o impeachment (bota-fora) da presidente Dilma venha se concretizar no Senado, as notícias vindas do provável novo presidente Michel Temer já são muito animadoras mesmo que tenha de esperar um melhor clima político para serem aprovadas. Segundo as notícias, um documento que deverá ser divulgado na próxima semana, cita que "o Estado deverá transferir para o setor privado tudo que for possível em matéria de infraestrutura". Se for considerado que o setor público brasileiro tem muitos direitos e poucas obrigações e que 75% do orçamento federal é para pagar salários e benefícios - consultor econômico Raul Velloso -, esses primeiros passos para mudar o atual cenário de recessão já são muito animadores.
EDGARD GOBBI (desenhista aposentado) - Campinas (SP)

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