OPINIÃO DO LEITOR
Queda de pontes
Com relação à matéria "Destruição de obras públicas e Desastres alertam para um novo jeito de construir pontes" (Reportagem, 1/5), no caso da ponte nova da Rodovia Mábio Palhano sobre o Ribeirão Cafezal, que levou 3 anos para ser construída e caiu com 3 meses, são inaceitáveis os argumentos de que as condições ambientais atuais pioraram. Ora se a ponte velha, sem os projetistas da época conhecerem as intempéries de hoje, resistiu, por que não aconteceu o mesmo com a nova? Como a perícia não foi conclusiva, entendo que, se a execução foi conforme o projeto, este não foi adequado aos riscos hoje conhecidos. Desprezar a força lateral das águas do Ribeirão, com eventuais enchentes, é no mínimo primário demais. Resumindo a minha análise comparativa de ambas as pontes: a velha tem amarrações dos pilares com as sapatas e vigas, a nova não. A nova tem longas e robustas longarinas simplesmente encaixadas, desprezando as forças laterais. Por sinal, se essas longarinas não forem aproveitadas na reconstrução da ponte nova poderão ser aproveitadas em outras menores? Enfim, será feito um novo e correto projeto para a reforma da ponte nova? E a conta da ponte nova, os munícipes que vão pagar? E os prejuízos secundários que estão ocorrendo com acidentes pela péssima sinalização do local, quem assume?
AURELINO MANOEL DA COSTA FILHO (engenheiro químico) Londrina
Chamando a massa
O leitor Márcio Nunes Paiva (Opinião, 2/5), de maneira hábil, ingênua ou traiçoeira tenta enganar o leitor deste jornal e, provavelmente, a si mesmo. A presidenta Dilma e sua bancada não dizem que "impeachment é golpe". O que elas dizem é que "impeachment sem crime é golpe". Na tentativa de decifrar se houve ou não houve crime existem as duas comissões no Congresso. A comissão da Câmara de Deputados disse que houve. A comissão do Senado ainda está deliberando, mas provavelmente também vai dizer que houve. Ambas as partes, governo e oposição, estão usando juristas e supostos entendidos no assunto. É obvio que ambas as partes acham que têm razão e defendem seu "osso" com todo fervor. Mas há um detalhe: ainda que Câmara e Senado votem que houve crime, a história não termina por aí. Depois do afastamento temporário da presidenta (resultado das votações na Câmara e Senado), o julgamento jurídico vai para outra esfera e não serão os juristas do governo e nem da oposição que vão ter a palavra final. Supõe-se e espera-se que o julgamento por esta "outra esfera" seja imparcial e honesta, livrando nos de atitudes parecidas com aquelas histéricas dos deputados federais e (talvez) dos senadores.
JOHAN SCHEFFER (professor) - Castro
Sou Brasil!
Esse pessoal do PT é do contra mesmo e até do Brasil, onde uma presidente deu pedalada fiscal, entre tantas outras coisas. Eles (PT) estão vendo tão-somente o impeachment da presidente e não o caos que ela está levando o País, pois já são mais de 120 mil empresas que fecharam as portas. Por consequência, as pequenas e médias lojas de comércio estão na mesma linha de encerramento das atividades comerciais devido à falta de visão, de estratégia administrativa e de apoio político, já que só neste trimestre o rombo na economia brasileira passa de R$ 18 bilhões e os juros continuam altíssimos. A nossa presidente não dá uma resposta ao povo, que ela poderia reverter essa situação que ela nos colocou. Ora senhores do (PT), é fácil saber quem realmente gosta do quanto pior melhor, da bagunça e do caos neste país. Não sou apartidário, sou brasileiro e antes de tudo luto por um Brasil melhor. Em vez de lutar por interesses partidários ou por causas pessoais, somos brasileiros e que ninguém faça a gente de massa de manobra.
AMAURI GARRIDO (representante comercial) Londrina
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