OPINIÃO DO LEITOR
Soberania e retaliação
Uma comitiva de parlamentares brasileiros, ao se apresentar para participar de recente encontro do Parlasul, se sentiu desprestigiada ao verificar que seus assentos estavam reservados à margem dos demais membros da referida corte internacional e se retirou antes mesmo do início dos trabalhos. Tudo indica que foi uma retaliação da organização em razão da maioria desses parlamentares ter autorizado a abertura do processo de impeachment da presidente do Brasil. Ocorre que o Parlamento do Mercosul, localizado em Montevidéu (Uruguai), é um órgão legislativo internacional de natureza eminentemente democrática e de representação civil dos seus estados-membros (Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Venezuela), cuja função institucional é legislar sobre matéria de interesse comum à integração comercial regional. Portanto, à mesa diretora do Parlasul não é dado o direito de fazer juízo de valor dos seus representantes ou de se imiscuir nos processos institucionais soberanos de cada país membro. Notadamente, esse incidente diplomático poderia ter sido evitado se o princípio latino da legalidade fosse observado: "Ubi lex non distinguit, nec nos distinguere debemus" (Onde a lei não distingue, a ninguém é dado distinguir).
RICARDO LAFFRANCHI (advogado) - Londrina
Nova eleição já!
Se concretizado (oxalá!) o impeachment dessa infeliz Dilma Rousseff, não adianta passar a presidência para Michel Temer que até então mamou à vontade nas tetas desse (des)governo petista e tal qual também está metido em diversos casos de roubalheira do dinheiro do povo, juntamente com Renan Calheiros, Eduardo Cunha e cia. ltda. O PMDB sim pode ser tratado de golpista pelos "cumpanheiros", pois vendo que a vaca já está quase atolada no brejo, pulou fora e passou a cuspir no prato em que sempre comeu com muita fartura. Portanto, é mais que necessária a realização de uma nova e urgente eleição, mesmo que venha uma desgraça ainda maior chamada Luiz Inácio Lula da Silva.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé
Verba pública para evitar o impeachment
Num momento financeiro difícil que passa o país, onde faltam medicamentos nos postos de saúde, faltam leitos hospitalares, faltam médicos, enfermeiros, etc., a até então presidente Dilma se utiliza de vultosas verbas para difundir ainda mais o Bolsa Família. Essas propagandas têm como objetivo principal angariar o apoio dos mais humildes contra o seu impeachment. Enquanto isso, muitas dessas pessoas estão sofrendo ou até morrendo por falta de atendimentos médicos, o que não sensibiliza o governo que tem como meta seus interesses particulares e jamais os interesses e necessidades do povo.
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
A favor da democracia
Creio que o processo de impeachment contra o governo Dilma é apenas mais uma tomada de poder que grupos de oposição repetem o procedimento ocorrido em 1992, quando o hoje senador Fernando Collor de Mello também foi alvo de ação dessa natureza. Se não há provas cabais de crimes de responsabilidade envolvendo diretamente a senhora presidente, eleita legitimamente pelo voto direto do cidadão brasileiro, não tenho a menor sombra de dúvida de que esses procedimentos de pedidos e votações de afastamento da chefe de Estado, são sim no mínimo uma ação de conspiração, traição e tomada de poder sim! Muita gente sai às ruas contra o governo petista achando, por ignorância, que derrubando a presidente a corrupção acabará no País. Esquecem que eles mesmos elegem vereadores, deputados, senadores, prefeitos e governadores que em sua maioria agem politicamente de má-fé contra nossas cidades e nossa população cometendo crimes de responsabilidade, corrupção, entre muitos procedimentos imorais e antiéticos. Precisamos ter moral, caráter e dignidade para cobrar dos políticos, e não simplesmente sair às ruas por apenas querer a saída de uma presidente por preconceito, discriminação e ódio a uma determinada ideologia social-política.
CÉLIO BORBA (artista plástico) Curitiba
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