OPINIÃO DO LEITOR
Laudo não responde interrogações
Com relação à matéria "Laudo descarta erro em projeto ou execução de ponte" (Cidades, 28/4), tal assertiva põe em dúvida a veracidade do laudo pelo simples fato de um olhar leigo. Qual a razão da ponte antiga resistir ao volume e velocidade da água da chuva e estar em primeiro plano e a nova ruída em segundo? Qual a velocidade e nível de água da chuva centenária? Logo, o projeto elaborado e executado subestimado. Na construção do cavalete para execução do emissor em uma praia do Rio, foi considerada o histórico de ondas centenárias de dez metros de altura, por precaução da engenharia francesa na obra. Logo, a mesma técnica aplicada na obra, estimar "a velocidade e o nível da água da chuva centenária" no projeto e construção da ponte nova. Por que a velha está lá firme? Quem vai custear a reconstrução da ponte? Será estimada "a velocidade e o nível da água da chuva centenária" dessa vez?
LUIZ FABIANI RUSSO (aposentado) Londrina
Ponte do Rio Cafezal
A perícia sobre a queda da ponte do Rio Cafezal concluiu que "não foi decorrente de erro causado em alguma etapa do projeto ou da execução da obra". Em vista dessa conclusão eu pergunto (e provavelmente toda a população está perguntando): por que a ponte velha, de mais de 30 anos e que recebeu o maior impacto da enxurrada, não caiu? Os autores da perícia poderiam nos esclarecer?
ANTONIO FIORINI MASSARO (técnico em contabilidade) Londrina
O Brasil e sua democracia
Na sessão, nada memorável, da Câmara dos Deputados em Brasília no último dia 17/4, assistimos a um ato democrático, mas com cenas de crueldade. Vimos muitos votarem em nome Deus; uma heresia, para muitos; um espetáculo grotesco, para outros. Vimos o deputado Jair Bolsonaro fazer homenagem a um conhecido torturador, o que, no meu humilde entendimento, é revoltante e um verdadeiro absurdo, mas que está amparado em ato democrático e um deputado não pode ser condenado por tornar público suas opiniões e votos. Por incrível que pareça, não pode ser considerado, do ponto de vista legal, como falta de decoro parlamentar como querem muitos em sua oposição, pois está fazendo uso de sua liberdade em nome da legislatura devidamente amparada em votos da população. Agora, a reação do deputado Jean Wyllys, indignado, tentar atingi-lo com uma cusparada, isso sim é falta de decoro parlamentar, pois não encontra amparo em qualquer lei democrática ou mesmo usos e costumes das pessoas do bem. Este último poderia ter desferido todos os piores desaforos pessoais, sempre usando "vossa excelência" para lá e "vossa excelência" para cá, mas cuspir jamais. Difícil de entender? Não, apenas coisas de um país com poucas referências morais.
MARCOS DE CASTRO FALLEIROS (físico) Londrina
Subsidiamos sim!
O artigo "Trabalhadores urbanos não subsidiam aposentadoria dos rurais", escrito pelo presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), Ademir Mueller (Espaço Aberto, 28/4), é conto da carochinha. Fui produtor rural, meus empregados todos registrados e se aposentaram por tempo de serviço. O pagamento do Funrural era uma opção que muito poucos o faziam. Vender animais para frigorífico, produtos no Ceasa ou entrega direta aos comerciantes nunca gerou este recolhimento de forma automática. Nem mesmo a entrega das vias das notas fiscais na prefeitura são precedidas de verificação se houve contribuição correspondente. Dizer que os milhões de pessoas que se aposentaram como produtores rurais ou que têm um benefício por idade não é a causa do desequilíbrio da Previdência é fechar os olhos para a realidade. Acreditar que essa imensa massa de baderneiros e desocupados que invadem terras e fazem manifestações nos dias de semana são trabalhadores rurais eleva ainda mais essa sangria nos fundos previdenciários que os trabalhadores constituíram. Todos merecem se aposentar, mas as leis que dão vantagens como tempo de serviço reduzido, falta de recolhimentos correspondentes demonstrados ou qualquer outra coisa que divirja dos 30 e 35 anos trabalhados têm que ser feito com recurso de outra fonte. Dar aumento desigual para quem recebe um salário mínimo nivela todos para baixo e isso é injustíssimo.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) Londrina
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