Processo do impeachment
Nesse processo de impeachment o que vejo é uma política falida em seus ideais. Ao proclamar seus votos à nação no domingo, deputados em sua grande maioria disseram fazê-lo pelos filhos, esposas e mães. Gostaria de lembrá-los que, no mínimo, a proclamação dos senhores deveria ter sido pelo bem do povo, da nação, da economia e da saúde moral do Brasil. Interessante foi assistir homens e mulheres que gritavam lutar pelos negros, crianças e mulheres. Gostaria de lembrá-los que povo é povo e isso não conjuga verbo é uma exatidão, portanto, sendo de qualquer cor, idade ou sexo civilmente somos todos iguais. Pautada nas minhas convicções, fiquei imensamente feliz pelo resultado de domingo não por ver a discrepância fútil dos deputados, mas sim por mostrar para eles de que o povo vai para a rua quantas vezes for preciso para cobrar nossos direitos e isso não blinda vossas excelências pelo sim dado. Entendo que a democracia não é uma luta, como imensamente citada pelos partidários petistas. A democracia já é uma realidade, não há golpe porque estamos passando por um longo processo de investigação, do qual o Supremo Tribunal Federal julgará conforme a lei. Por gentileza defensores da senhora presidente, golpe e luta de democracia aconteceu em 1964, em 2016 é apenas o exercício e a liberdade de poder colocar em prática o que não precisamos mais aceitar calados pelas armas e torturas dos militares e militantes.
RAFAELA BONEZZI JUNQUEIRA SCICCHITANO (secretária executiva) - Maringá

Votação do impeachment
Ter visto a votação do impeachment domingo, só após o 250º deputado, me afetou, profundamente. Fiquei imaginando um cidadão alemão, japonês ou francês nos vendo no microcosmo do Brasil o que é uma Câmara dos Deputados. E o que temos? Temos energúmenos bisonhos, uma escumalha mal ajambradíssima, mentalidades pestilentas pré-infantilizadas, herdeiros juniores, cristãos endemoniados confundindo os púlpitos, donos de intelectos pré-ameboides, discursos de campanha (quando só queríamos ouvir "sim" ou "não"), os oportunistas imundos, microfones abertos nas mãos de semicriminosos. Doze desperdiçadas horas com uma pajelança amadora, birrenta, nauseabunda, um misto de velório de palhaços (com perdão aos palhaços!) com pardieiro selfie no meio de um churrascão de posseiros. Teremos que mudar de tudo rápido, acabar com as farsas desses 500 inúteis, já que ouvi de deputados, elogiando os seus próprios redutos, justamente, lugares de miséria, altíssimo crime, abandono e negligência! Que somos uma jovem democracia é ponto pacífico. Agora, repetirmos esses pífios cenários herdados de um tipo de política que já está morta pelo mundo afora, é uma afronta às nossas já poucas cidadanias. O menor de todos os nossos vários e grandes problemas é quem está no Planalto.
CHRISTIAN STEAGALL-CONDÉ (arquiteto) - Londrina

Taxa mínima
Consternado, li no Informe Folha (Política, 19/4)e que o prefeito Alexandre Kireeff vetou o projeto do vereador Roberto Fu que acabava com essa roubalheira de taxa mínima na tarifa de água. Um conselho: tanto o senhor prefeito quanto os senhores vereadores devem pensar no povo que os elege e nunca na Sanepar que não está nem aí para o sofrimento do povo. O Código de Defesa do Consumidor diz taxativamente que só se deve pagar por aquilo realmente consumido. Portanto, essa taxa mínima é para enrolar os consumidores. Já não basta encher os canos de ar para aumentar o consumo e não deixar que se retire o ar dos canos? Este ano haverá eleições e depois não venham reclamar, pois o povo está mais que acordado. Pensem nisso.
EDMILSON ASSIS DOS REIS (autônomo) – Londrina

Som de madrugada
Vai haver um evento dia 21 de maio no Autódromo Ayrton Senna com bandas tocando das 16h às 2h da manhã. Moro no Jardim Coliseu e já houve eventos parecidos com som muito alto. Ninguém dorme. Não seria mais adequado fazer no Centro de Eventos que é longe de uma densidade populacional como a região do autódromo?
DAILTON MARTINS (comerciante) – Londrina

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