OPINIÃO DO LEITOR
Impeachment, todos perdem
Foi aprovada domingo na Câmara dos Deputados a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Durante toda a negociação política que antecipou o fatídico ato dos deputados, o Brasil se polarizou e se transformou numa verdadeira guerra de torcidas organizadas contra e pró a presidente. Após a votação, um lado comemorou e o outro chorou. Entretanto, todos os brasileiros perdem com mais esse episódio lamentável da política tupiniquim. O que se viu na Câmara foi mais um show de horrores que reflete o fraquíssimo grau de capacidade dos políticos em Brasília. Personagens caricatos e extremistas tomaram mãos do microfone e apresentaram nenhum conhecimento técnico da causa, e sim muito ódio e defesa apenas dos seus interesses, sem nenhuma preocupação com o futuro político da nação. À presidente Dilma, de mãos atadas, resta aguardar os procedimentos no Senado, mas nada deve salvá-la. Talvez, Dilma não tenha as mãos totalmente sujas, nem seja mentora dos desvios que causaram os escândalos que levarão à sucumbência do seu governo, todavia, é fato que ela já não possui nenhuma condição de governar.
VALMOR PEDROSO (empresário) Londrina
Aos defensores de Dilma e do PT
Respeitar opiniões divergentes é uma obrigação e uma questão de civilidade. Quando se trata dos defensores do governo Dilma e do PT, por uma questão de decência, essa regra não pode valer. Como na Opinião do Leitor de ontem, duas pessoas pertencentes a uma classe imprescindível para o desenvolvimento do país, defenderam esse governo e o PT, que são o que existe de mais corrupto e imoral no mundo. Já votei no Lula e no PT, mas após virarem governo, eu e os outros 160 milhões de brasileiros (os 54 milhões de eleitores e beneficiários não enxergam isso) vimos o que existe de mais repugnante: corrupção, distribuição de cargos sem necessidade de qualquer qualificação, ineficiência, mentira, corporativismo, enriquecimento ilícito e tudo o que se pode imaginar de mais sujo. O Brasil é país morto vivo, acabou. Impeachment, é muito pouco. É preciso que seja devolvido os mais de R$ 200 bilhões gastos nessa farra e na compra de votos e que sejam todos presos. Defender esse governo e esse partido, é muito suspeito, para dizer o mínimo. Uma sociedade de cordeiros gera um governo de lobos.
CLAUDECIR MURARO (administrador) - Cornélio Procópio
Uma folha em branco pode dizer muito!
Parabéns, Folha de Londrina pela folha em branco na sua edição de domingo, data em que os brasileiros foram às ruas buscando um Brasil melhor. Essa folha em branco foi avaliada das mais diversas formas pelos leitores do jornal que sempre procurou divulgar de forma extremamente profissional e capacitada pelos seus profissionais os acontecimentos que levaram o povo às ruas para protestar contra ou a favor do impeachment da presidente Dilma: alguns entenderam que houve um erro gráfico; não entenderam nada, enquanto, a grande maioria entendeu de forma correta, ou seja, que nesse dia histórico o país começava a escrever uma nova história, que certamente fará com que vejamos uma luz no fundo do poço em relação a um futuro que possa restabelecer um Brasil, que nos orgulhe de sermos brasileiros. Que alívio!
ADONIRO PRIETO MATHIAS (contabilista) Londrina
Brasil: um país de todos
Olhemos para o nosso país nos últimos 50 anos (nem me arrisco a voltar a 500 anos), a corrupção, o enriquecimento ilícito e a falcatrua nunca respeitaram ideologias politicas,quem dera os mais necessitados. Atos vergonhosos, ao longo desses anos estiveram a serviço de muitos mal-intencionados que se valeram de governos de esquerda, de direita, de neoliberais e até dos governos de caserna também já fizeram parte desse bolo chamado Brasil para dar seus golpes "escondidos" por de trás de concessões de terras, de meios de comunicação, de obras públicas e tantos outros meios de usurpação. O que mais me deixa preocupado é saber que foi necessário um século para que um juiz chegasse à conclusão que em nosso país a bandidagem também usa colarinho-branco.
LUIZ FURTADO (vendedor) Londrina
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