Abnegação
De madrugada começa a chegar pessoas, vindas de mais de cem municípios do Paraná, iniciando-se a fila na calçada da Rua Cambará, em direção à porta de entrada da clínica que atende pacientes do SUS. Todos em busca de tratamento no Hospital de Olhos de Londrina (Oftalon), maior e mais respeitado hospital especializado em oftalmologia do Paraná e Centro de Estudo e Pesquisa da Visão. Um sonho de um destemido médico que, dotado do mais elevado espírito de solidariedade, dedica seu tempo integral para levar adiante um projeto audacioso que visa minorar o sofrimento de pessoas menos favorecidas que para ali acorrem e são acolhidas com amor, respeito e dignidade, inobstante a baixa remuneração vinda do SUS, insuficiente para cobrir os custos do atendimento. Toda a família Hassegawa está envolvida nas atividades daquele hospital, além das equipes de médicos, administradores e funcionários, tendo como timoneiro o intrépido dr. Nobuaki, que tem o Oftalon como um sonho dos tempos de jovem e que, com muito esforço e dedicação, conseguiu realizar. A população precisa saber que, mensalmente, são atendidas ali, dez mil pessoas, percorrer os imensos corredores e constatar a grandeza de uma entidade que realiza os mais relevantes serviços.
ANTONIO DA SILVA PINHATARI (bacharel em Direito) – Londrina

Pátria educadora
Muitos devem ter se envergonhado quando viram a torcida japonesa catando o lixo jogado pela torcida brasileira num jogo de futebol pela Copa do Mundo de 2014. Falta de educação, de consciência, desrespeito. Pequenos deslizes podem se tornar grandes se não forem contidos e ensinados o certo, desde cedo, à criança e comprometem no futuro a vida social. Hoje quando vemos como está o país em vários setores (política, violência social, meio ambiente, etc.), acreditamos que muita coisa foi negligenciada e deixada de ser ensinada como importante às pessoas pelo setor educacional. Os problemas conjunturais de um país têm relação direta com a falta de valores educacionais, éticos, morais e reflete em todos os setores, até nas artes, como na música. Há uns quarenta anos tiraram o ensino de música das escolas. Hoje vemos cantores medíocres cantando músicas ruins sem qualidade e cobrando cachês astronômicos. Onde há ignorância voltada apenas ao materialismo, o sentido de estética (bonito, belo) desaparece e a vida se embrutece.
SWAMI VERONESI (músico) – Santo Antônio da Platina

Negociações salariais
Li neste conceituado meio de comunicação matéria interessante sobre as negociações salariais de sindicatos em que se dá ênfase ao baixo índice de reajustes jamais visto até o momento. Primeiramente, nós trabalhadores somos obrigados a entuchar um dia do nosso suado trabalho todo ano no mês de março ao sindicato. Depois vem a famosa convenção coletiva que, depois de muita e muita enrolação, chega-se a um acordo miserável. A impressão que dá é que os Sindicatos dos trabalhadores puxam mais a brasa para a sardinha do patrão do para os empregados. Daí, esfolam o trabalhador com contribuição confederativa, etc., com descontos no salário. Lembremos que Lula foi sindicalista, fazia belos discursos e depois ferrou com o Brasil todo, pois não foi a Dilma que governou foi ele! Só otário não sabe disso. Isso não serve para nada, pois quando você quer se filiar mesmo para usufruir dos benefícios dos sindicatos tem que fazer a carteirinha e enfiar mais dinheiro lá. E podem acreditar: serviço de terceira! Esses baixos índices também seriam por impacto da economia ou ganância por todos os lados? Onde vamos parar com tudo isso? Sobreviver hoje só com a misericórdia de Deus!
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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