Jefferson e Cunha: dois bandidos úteis
À Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, encarregada do julgamento de Eduardo Cunha, um alerta: calma, não tenha pressa, Cunha pode muito bem ser cassado mais tarde. Deixem o homem "trabalhar". Ele tem uma missão a cumprir – conduzir de forma inteligente e eficaz o processo de cassação da presidente Dilma até seu desfecho definitivo. Foi ele quem deu o pontapé inicial; é importante que dê o apito final. Foi assim com Roberto Jefferson – foi cassado, mas antes entregou a gangue do mensalão. Deve ser assim com Cunha. Roberto Jefferson e Eduardo Cunha, dois bandidos de rara inteligênci; corruptos, mas úteis, cada um no seu tempo; dois bandidos moldados para mudar a história do país; dois bandidos para os quais, ironicamente, a Nação, mais tarde, vai ter que admitir: graças a eles, os brasileiros passaram a valorizar o país; o patriotismo mostrou sua cara; jovens e adultos que nunca se interessavam pela política se mostraram mais atentos, foram para as ruas, passaram a discutir direitos; sentiram a necessidade de fiscalizar os homens públicos e estes, aprenderam a respeitar o cidadão como o verdadeiro dono da Nação. Nem mesmo as mentiras e manobras de Dilma aliadas às bravatas e jactâncias de Lula conseguem mais se sustentar, diante da iminente aprovação do impedimento do seu (des)governo. Lula esbraveja, mas sua credibilidade caiu em areia movediça. Em Lula, que nunca sabe de nada, encaixa-se o provérbio árabe: "O chacal engoliu a foice; ouçam seus uivos depois para expeli-la"; já, em Dilma, que insiste em afirmar que não cometeu crime, outro provérbio árabe: "Sim, ela concebeu em segredo, mas vai parir em público". Aguardemos.
JOSÉ LAURINDO PETRI (professor) – Ibiporã

Conflito no campo
Com relação ao comentário do leitor Luiz Furtado (Opinião, 14/4), gostaria de esclarecer a ele que os invasores não ficaram aguardando o desenrolar da Justiça para ocupar as terras da Araupel pela 10ª vez. Eles simplesmente invadiram, expulsaram os trabalhadores e iniciaram a destruição de tudo que decidiram que deveria ser destruído. Por que o Incra distribuiu 30% das terras de forma irregular (políticos, pessoas de posse, servidores públicos, crianças e até mortos foram contemplados)? Se as terras que o dito MST está reivindicando são para produzir e sustentar suas famílias, por que necessitam de um documento de propriedade da terra? A resposta é só uma: para poder vender essa terra. Por que não é exigido dos já assentados a mesma produtividade por área que é exigida dos demais produtores rurais que compraram suas propriedades? No antigo projeto de Colonização do Brasil uma família recebia a posse precária de um lote e tinha obrigação de abrir e produzir pelo menos 50% da área nos 5 primeiros anos, se isso ocorresse só então a propriedade era transferida para ela, isso separava o joio do trigo o que o atual sistema não faz.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) – Londrina

Dois Brasis, o País onde moro
Também moro nesse Brasil dividido citado pelo leitor Alexandro Carlos (Opinião, 13/4), moro nesse país sacudido pela corrupção sem limites. Moro nesse gigante que não investe em saúde e despreza a educação. Moro num país onde precisamos urgentemente que mais pessoas como você e exijam aquilo que temos direito diante dos impostos que pagamos. Moro num País onde a única saída é apoiar pessoas de bem como esse juiz chamado Sérgio Moro.
RUBEM DE OLIVEIRA CAUDURO (professor) – Londrina

‘Verde-amarelo’
O símbolo verde-amarelo, tratando-se de cidadãos, é patriotismo; para os políticos, significa falcatruas para conseguir o verde (dólares) e o amarelo (ouro) fruto de desvios do dinheiro público. O pensamento torpe é sempre reeleição, empreguismo e encher os bolsos. O povo? Dane-se! Quanto custa um político? Somando salário, vantagens, assessores, despesas de gabinete, diminuímos obras, conservação, etc. Comparando-os com a felicidade, são iguais. Sabemos que existem, porém ninguém os vê. Tornou-se a profissão mais rentável, com dinheiro até de reeleição. Bom, né?
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) – Londrina

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