OPINIÃO DO LEITOR
Impeachment não é golpe!
O pedido de impeachment está previsto na legislação brasileira, mais precisamente na Constituição (Lei 1079/50). O pedido de afastamento da "ex-presidente" Dilma está consubstanciado na prática de três crimes de responsabilidade: extrapolar o orçamento; corrupção na Petrobras; c) pedaladas fiscais. A respeito das pedaladas fiscais, que significa calote em bancos públicos, o Tribunal de Contas da União, por unanimidade, recomendou a rejeição das contas do governo. Assim, o impeachment é legítimo, legal e constitucional. Politicamente, a apreciação final cabe ao Congresso Nacional. O processo na Câmara dos Deputados segue a todo vapor. Terá problemas relevantes quando chegar no Senado. O presidente Renan Calheiros, simpatizante da mensagem golpista dos petistas, fará de tudo para dificultar e adiar decisões que signifiquem um desfecho rápido e favorável ao Brasil. Somente o povo na rua provocará uma solução imediata e vitoriosa no processo de afastamento. O ladravaz barbudo, com ou sem cargo de ministro, é presidente da República de fato e não pode continuar a dar as cartas. Acorda Brasil!
ROBERTO DELALIBERA (bacharel em Direito) Londrina
Promiscuidade
O governo adotou estratégia agressiva contra o impeachment da presidente Dilma. Junto ao tom terrorista da presidente e do MST, o Supremo Tribunal Federal demonstrou sua preferência com a proteção absurda dispensada a Lula (suspeito de vários delitos) pelo ministro Teori Zavaschi, além do pseudo vazamento da fala do maior petista agasalhado no STF: Luis Roberto Barroso, que desqualificou o PMDB de forma desonrosa e deselegante, além de muito suspeita no momento escolhido para essa expressão. Isso só pode ser qualificado como promiscuidade. Diante dessa mixórdia patrocinada por um governo corrupto e incapaz, só falta a presidente vir a público e ulular: "Vocês vão ter que me engolir!".
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) Londrina
A escola e seus desvios
Fiquei estarrecido com a postura da professora Janete Thomas na matéria "Educadores debatem sexualidade nas escolas" (Geral, 3/4). Discutir a sexualidade na escola como tema fundamental da educação é um desvio do escopo principal do ensino. Ela afirma que "é importante treinar os professores para que estejam seguros e saibam até onde vai o papel dos mesmos" e onde começa os dos pais de família no tema sexualidade. Quanto pretensão. É na família que está o princípio da educação dos filhos. Por que não discutir a precariedade da escola pública quanto ao aprendizado dos alunos naquilo que é essencial para a formação dos cidadãos? Vejam as notas do Enem que demonstram a falência do ensino! A principal obrigação do professor é ajudar o aluno a aprender. Em vez de buscarem esse fim, querem usurpar dos pais o direito e o dever de educar os seus filhos quanto ao caráter, a moral e os temas que envolvem as etapas da sexualidade e formação dos mesmos. O Brasil precisa eliminar a escola "padrão PT" e deixar de priorizar temas como gêneros e outros penduricalhos tão ao gosto dos esquerdistas.
OTACÍLIO CAMPIOLO (aposentado) Rolândia
Soltar presos da PEL 2
Quero manifestar meu apoio ao leitor Claudinei P. dos Santos (Opinião, 4/4). Acompanhei a manifestação de familiares e pessoas dos direitos humanos quanto às condições da PEL 2 e não me lembro de ninguém se apresentar para pagar os prejuízos que seus parentes causaram ao Estado quando se rebelaram e quebraram a penitenciária. Vamos levantar os custos da reconstrução e dividir por todos os internos, vai ficar só um pouquinho para cada um e logo tudo volta à normalidade sem contar a grande lição que será aplicada: não quebre o que não é seu pois terá que arcar com os prejuízos. O número de mortes causada pelos apenados da PEL são bem maiores que as que ocorrem pelas más condições dos presídios. Todos que estão na PEL foram para lá por uma decisão que tomaram sozinhos em um dado momento de suas vidas.
PAULO MAURICIO ACQUAROLE (aposentado) - Londrina
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