‘Mortadela Day’
O jornalista Paulo Briguet registrou os meus pensamentos e os publicou (Cidades, 1/4). Tive o desprazer de passar perto do Calçadão na quinta-feira e ouvir aos prantos: "Não vai ter golpe!". Dizem que estão se manifestando em defesa da democracia. É bom lembrar que as sociedades democráticas estão empenhadas nos valores da tolerância, da cooperação e do compromisso. As democracias reconhecem que chegar a um consenso requer compromisso e que isto nem sempre é realizável. Nas palavras de Mahatma Gandhi, "a intolerância é em si uma forma de violência e um obstáculo ao desenvolvimento do verdadeiro espírito democrático". Por favor, senhores manifestantes pró-PT, pró-Dilma e pró-democracia, reflitam um pouco e se perguntem por que 90 mil pessoas pensam diferente. Sejam mais humildes. O mais importante não é um partido, é o nosso País.
JOÃO VITOR CEZARO TYMINSKI (advogado) – Londrina

Respeito ao homem do campo
Governo do Estado e Copel juntos mais uma vez para complicar a vida do produtor rural. Na calada da noite, o governo instituiu a cobrança de ICMS do produtor rural em 2015, isso sem alarde. Diferente como costuma fazer nas propagandas sobre as qualidades da Copel. Após a descoberta dos produtores e por pressão das entidades que representam os agricultores, o governo (decreto 3.531 de 24/2/2016) voltou a isentar os produtores do ICMS. Para que isso ocorra, o produtor mais uma vez tem que correr atrás dos escritórios da Copel para recadastramento levando um monte de documentos para provar que é produtor rural e tem seu padrão na área rural. Um absurdo, pois nos escritórios da "melhor" empresa do Paraná o agricultor perde tempo para ser atendido, pois a falta de funcionários é gritante. Resumo: ou o produtor corre atrás ou continua pagando 25% de ICMS sobre a gorda conta de energia. É preciso mais respeito com o homem do campo que produz alimento barato e é a atividade que mais gera emprego neste país.
EDMILSON J. ZABOTT (produtor rural) – Palotina

Lula e o Supremo
Houve excesso do juiz Sérgio Moro ao permitir a divulgação das gravações de Lula com a presidente Dilma. Entendo que é prudente exigir que as gravações e tudo envolvendo pessoas com foro privilegiado sejam enviadas ao Supremo. Mas, por que o ministro Teori Zavaski pediu todos os processos que envolvem o ex-presidente não só os que envolvem autoridades? Por que Lula prefere ser julgado pelo Supremo? Será que existe no Supremo ministro com sentimento de gratidão? Ministro que foi nomeado não só pela capacidade? O Supremo com a decisão de seguir o relator, na prática, deu foro privilegiado a Lula e no mínimo lhe deu tempo. Reconheço a necessidade do juiz não ter medo de errar, mas deve ter receio de ser injusto, parcial, incorreto. Cabe uma mobilização popular contra a decisão do Supremo. Juiz não é político, mas também não é Deus e deve correção.
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) – Londrina

Falta de iluminação
Temos verificado a falta de iluminação pública na cidade. A impressão é que nos tempos da Copel o serviço era melhor. Parece que estão usando material de baixa qualidade ou pessoal sem o conhecimento técnico. Um exemplo disso é que em frente a minha casa: duas lâmpadas foram trocadas há pouco tempo e já queimaram novamente. Nos tempos da Copel, trocavam a lâmpada e durava muito mais tempo. Sem falar que na cidade toda vemos vários postes com a lâmpada apagada. Outro problema que parece não ter solução é o apagão da BR-369 próximo ao semáforo da Bratac. Os postes estão lá há meses aguardando o término do serviço. Os postes são novos, mas (pasmem!) faltam os braços e as lâmpadas. Em cada contato com os responsáveis pelo serviço há uma desculpa diferente. Tenho três ordens de serviço para resolver esse problema (32563, 32565 e 32567). Se a Sercomtel não tinha competência para tal, nem deveria ter assumido o serviço.
RUBENS BARBOSA JÚNIOR (gestor de RH) – Londrina

■ As car­tas de­vem ter no má­xi­mo 700 ca­rac­te­res e vir acom­pa­nha­das de no­me com­ple­to, RG, en­de­re­ço, ci­da­de, te­le­fo­ne e pro­fis­são ou ocu­pa­ção. As opi­niões po­de­rão ser re­su­mi­das pe­lo jornal. E-­mail: opi­niao@fo­lha­de­lon­dri­na.com.br

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