‘Lavagate’
Virou filme o famoso caso "Watergate" baseado no escândalo político ocorrido na década de 1970 nos Estados Unidos que, ao vir à tona, culminou com a renúncia do presidente americano Richard Nixon. No Brasil, a Lava Jato está ganhando proporções semelhantes. Mas no caso brasileiro percebe-se um longo espetáculo que cada vez mais leva a preocupantes agressões na rua e nas redes sociais. Na demora e pela forma política como está sendo levado o nosso caso, a população é condicionada a fanatismos normalmente reservados ao futebol ou às guerras civis. Fica totalmente ignorado o porquê dos governos de "A a Z" se tornarem alvos de suspeitas. Delega-se poder demais a alguns seres humanos que, por melhor intencionados e preparados, deparam-se com sistemas e cenários tentadores e comprometedores. Que os escândalos políticos passem logo e fiquem como uma história ou um filme. O enredo do momento poderia dar origem ao "Lavagate", uma superprodução, campeã de audiência, indicada a vários prêmios. Um sucesso de bilheteria que em vez de apontar bandidos ou mocinhos, mostraria no país campeão mundial da diversidade um povo acordando para o seu poder de indivíduos conscientes e criativos.
DANIEL STEIDLE (educador ambiental) – Rolândia

Ali Babá e os 300 ladrões
A tal lista da Odebrecht, contendo mais de 300 agentes e políticos, comprova o que todos já sabiam, porém temiam constatar: se gritar "pega ladrão" em Brasília, não sobra ninguém! Essa constatação leva-nos a outra que, embora lógica, é pouco pedida nos protestos Brasil afora: não precisamos simplesmente trocar quem está no poder, precisamos diminuir o poder de quem quer que esteja lá. Menos Estado é a única solução. O excesso de poder corrompe; é da natureza humana que isso ocorra. E ninguém está isento disso. O que nos resta fazer, então, é diminuir o playground onde brinca a patota corrompida. Se quiserem roubar, ao menos não causam tanto estrago. E eu devo frisar que a faxina não se restringe a uma simplória diminuição de ministérios. Existe corrupção no setor privado? Sem dúvida, porém em uma escala muito menor e, geralmente, ligada a agentes políticos. Repito: menos estado, mais liberdade.
JOÃO PAULO S. ITIMURA YAGUI (advogado) – Londrina

Punição aos culpados
Àqueles que defendem o governo Dilma, peço que entendam uma coisa: não é porque roubaram minha casa e eu sei quem é e como fez, que a Justiça vai permitir deixá-lo solto por saber que há outros bandidos soltos por aí. Se o governo FHC deu pedaladas fiscais (não sei se deu) e não foi condenado, não me importa. O que faz a diferença para mim e para os que querem justiça é a condenação de quem está cometendo o mesmo erro agora. E que isso sirva de exemplo para os que entrarão na Presidência. Se o juiz Sérgio Moro não condenou os réus do Banestado, pelo menos agora vamos todos concordar que ele deve fazer justiça na Lava Jato condenando os que forem realmente culpados. Chegou o momento de deixar o orgulho partidário de lado e explodir o ego patriótico dentro de cada um.
PEDRO HENRIQUE BARBOSA (gerente administrativo) – Bandeirantes

Drogas nas escolas
Com relação à matéria "Presença da PM gera polêmica" (Cidades, 9/3), acredito que a sociedade, como um todo, jamais deve aceitar opiniões contrárias à restrição e ao combate sistemático do tráfico e consumo de drogas como maconha, crack, cocaína, extasy, LSD, etc. A falta de debate, posicionamento ou a omissão dos pais, educadores e dos dirigentes das instituições educacionais abre brechas para que a "cultura da droga" ganhe consistência e conquiste cada dia mais a aquiescência dos nossos jovens, tornando-os ainda mais confusos, dependentes e desajustados, além da desestruturação familiar que a drogadicção ocasiona, quer seja por drogas lícitas ou ilícitas.
IRAMAR JOELSON MACHADO DE LIMA (professor) – Londrina

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