OPINIÃO DO LEITOR
Métodos
Não vou me estender em comparações. Apenas quero que lembrem do comportamento do então presidente Lula por ocasião do julgamento do mensalão. Acompanhado do ex-ministro do STF Nelson Jobim, pediu e foi recebido pelo ministro Gilmar Mendes. Objetivo da visita: pedir que atuasse no processo de modo a favorecer o réu José Dirceu. Ante a negativa, achacou: "Olha, nós temos aquele problema de sua viagem para a Alemanha". Ao que Mendes retrucou: "Vá em frente, tenho todas as despesas de transporte pagas por mim e hospedei-me na casa de minha filha". E foi para a imprensa denunciar a canalhice.
CELSO MORENO BIZARRO (empresário) Londrina
Manifestação seletiva
Toda a manifestação de combate à corrupção é válida e merece ser apoiada, melhor quando a manifestação seja abrangente e não seletiva. É difícil concordar com um combate que apenas olhe o quintal alheio e ignore o seu próprio quintal. Quando a Acil irá coordenar um manifesto contra a corrupção na Receita Estadual de Londrina? Afinal, milhões foram sonegados e desviados dos cofres públicos, e de forma direta ou indireta prejudicaram a cidade. Quando terá um manifesto contra o pedágio mais caro do Brasil, que provoca um ônus nas mercadorias que entram e que saem de Londrina via rodovias? Ou contra o aumento de 50% no ICMS, contra o aumento de 40% no IPVA, contra os aumentos abusivos da tarifa da Sanepar que superam e muito os índices da inflação? É notório e indiscutível que os preços abusivos dessas taxas oneram e prejudicam os londrinenses. Quando haverá um manifesto da Acil contra as obras inacabadas e nem começadas em Londrina (PR-445, novo IML, Teatro Ouro Verde, cadeia pública, Jardim Botânico), contra o sucateamento da UEL e a precarização dos serviços do Hospital Universitário? É inaceitável a atuação da Acil de forma seletiva e não abrangente, de forma partidarizada e não apartidária. Lamento, a Acil ter subestimado a inteligência dos londrinenses.
JONAS VIEIRA DA COSTA (professor de Geografia) Londrina
Ministro da Justiça ou da Defesa?
Parece que o novíssimo ministro da Justiça do Brasil, Eugênio Aragão, não acompanha o que está acontecendo. Pois deveria. Não adianta ameaçar a "troca de toda a equipe" da Polícia Federal se quiser, porque isto é mais uma bravata que mandaram que falasse. Não sou advogada, procuradora, delegada ou juíza. Sou apenas uma cidadã brasileira de 66 anos que já viveu muitas coisas e estou enojada com o que os desgovernantes no poder são capazes de fazer, mas estou orgulhosa de ver todos que estão ligados à Justiça, de um modo ou de outro, se unindo para nos trazer um pouco mais de dignidade. Não adiantará "trocar toda a equipe" porque a que vier vai continuar o trabalho, tenha certeza disso, quer você e os demais gostem ou não. E lembre-se, você foi empossado como ministro da Justiça do Brasil e não ministro da defesa do PT.
NINA CARDOSO (psicóloga) Londrina
Socorro Forças Armadas!
Brasília foi projetada e construída nos anos 60 pelo então presidente JK para ser capital do Brasil. E os Três Poderes, que deveriam abrigar representantes legítimos da população, hoje concentram a maior facção criminosa intitulada partidos políticos. Todos, sem exceção, ali são representados por meliantes na figura de políticos eleitos por voto. Até quando a população brasileira será massacrada dessa forma e ninguém tomará providências? Causa mais estranheza ainda que as Forças Armadas, nas suas três instituições (Marinha, Exército e Aeronáutica), assistam a tudo isso passivamente sem ao menos dar um pronunciamento à população que clama por justiça. Socorro, Forças Armadas, a população já não aguenta tanta humilhação, descaso e falta de perspectiva de melhoras.
MIGUEL POLSKIKH FILHO (eletrotécnico) Londrina
Correção
■ Diferentemente do informado na matéria "Câmara aprova alteração nos fundos da Caapsml" (Política, 23/3) uma das emendas aprovadas na Câmara de Londrinaé de autoria das vereadoras Elza Correia (PMDB) e Lenir de Assis (PT), com apoio dos vereadores Amauri Cardoso (PSDB), Péricles Deliberador (PSC), Tio Douglas (PTB) e Sandra Graça (PRB).
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