Opinião do leitor
Consequências dos atos de Moro
Nunca na história deste território se viu tanta ordem de prisão, principalmente dos colarinhos brancos, como a emanada das mãos do juiz Sergio Moro. Engraçado que antes da Operação Lava Jato ninguém conhecia o referido magistrado. Aos poucos, seu nome já estava estampado em faixas e na boca de cada brasileiro. Um simples juiz de primeiro grau, mas aos olhos da população mais humilde dá a transparecer que é o chefe do Supremo Tribunal Federal, dado o poder de tantas prisões por sua ordem. Exatamente aqui nascem suas consequências. Não buscou ele ser conhecido e muito menos idolatrado diante das circunstâncias das prisões de renomadas autoridades. No entanto, Moro conseguiu ser admirado e respeitado por todas as classes sociais. Há quem diga que o magistrado provocou certo ciúme dentro da própria classe que representa. Moro não pediu nada disso, mas Deus permitiu que acontecesse isso em sua vida. O problema é ele lidar com essa situação e não deixar subir à cabeça todo esse assédio. Quanto aos demais, talvez seja pior ainda não admitir que alguém do nada tenha maior prestígio do que a mais alta autoridade na nação. Esse sentimento invejoso, diabólico e maldito só poderá ser vencido dentro de nós quando morrermos com Cristo, na Cruz do calvário.
ANTONIO CARLOS DE CARVALHO (advogado) - Marilândia do Sul
'Tríplice coroa do mal'
Contradizendo a frase "algumas pessoas que passam pela vida são boas, outras, imprescindíveis", no caso da cúpula do PT ela vive para praticar o mal. O Brasil, na minha modéstia de eleitor há 52 anos, ostenta o título de tríplice coroa do mal: 1) não consegue exterminar um mosquito da dengue que causa males à saúde - culpa do povo também, ora, um indivíduo que não limpa sua própria casa não tem qualquer valor; 2) o País está imerso na corrupção, fruto da imoralidade dos marginais travestidos em políticos; e 3) impunidade e corporativismo desafiam a Justiça, ostentando poder aquisitivo, fruto de fraudes. Lamúrias de Lula, aliás, o choro é livre, apenas confirma o que sempre foi.
MOISÉS DOS SANTOS (entregador de gás) Londrina
Manifestações, e daí?
Que foi um sucesso, um exemplo de democracia etc, todos vimos, mas e daí? Todos voltam para suas casas e veem frustrados que quem está com a bola agora a oposição - se amesquinha, não faz a sua parte e sequer vem a público para dar satisfação ao eleitor. Enquanto isso, o governo nada de braçada, dá show de competência em articulações e com maestria vai desqualificando as manifestações nas ruas. Se considerarmos tudo que pesa sobre o governo - corrupção, inflação, desemprego etc - juntamente com a opinião pública em massa a seu desfavor, e não ver acontecer nada, é porque estamos mal representados mesmo. Será que é o PT e o governo que são competentes ou a oposição que é muito fraca? O momento é de ficarmos com os olhos bem arregalados, vigiando nossos representantes políticos para que possamos fazer nossa avaliação nas próximas eleições.
JOSÉ ROBERTO BRUNASSI (advogado) Londrina
Recado do general Aedes aegypti
Nessa "guerra" já provei que não tenho medo de prefeito, de bispo, da polícia e nem do Exército. O meu "exército de sujismundos" é leal e atuante. Para cada copinho retirado do chão, nós jogamos dois; quando limpam um terreno baldio, no dia seguinte jogamos mais lixo e, por conseguinte, amplio meus locais de reprodução. Só tenho medo de duas coisas: que os sujismundos se tornem cidadãos, desertando do meu exército, e do "general inverno", que está próximo. Lembro que o general inverno derrotou os poderosos exércitos de Napoleão e de Hitler. Por outro lado, na região o inverno é fraco, logo continuarei vencendo, contando com a certeza de que os humanos não são unidos o bastante para vencer o general Aedes.
JAMES BUSSMANN (aposentado) Londrina





