Sentimento em relação ao País
Sou brasileiro, mas não tenho orgulho apesar do amor que sinto pelo país. Na verdade, sinto que estou em uma relação passional, em que os detentores do poder fazem e desfazem comigo e com a população em geral. Falta respeito por parte das excelências em relação a nós. Estranhamente, seriam eles os responsáveis pelo nosso bem-estar, mas ao contrário, se apropriam de nossa confiança e mantêm uma relação promíscua. Fosse uma relação amorosa, seguramente seria caso de separação, divórcio. Como estamos em uma democracia, deveríamos romper nossos vínculos com aqueles políticos que reelegemos e podemos eleger, mas estamos preparados a nos abster dos pequenos benefícios que eventualmente temos ou mesmo praticar grandes sacrifícios para deixar um legado para nossos descendentes? Somos pessoas sem vergonha na cara, que gritamos na hora errada e quando precisamos fazer alguma coisa, ficamos omissos? A partir do momento que adotamos o Estado Democrático de Direito para nortear a nossa relação com o país, precisamos cumprir a nossa parte. Por que hoje simplesmente não somos respeitados e nem seremos enquanto nas eleições continuamos renovando os nossos votos de fidelidade a uma forma de governança falida. As ruas manifestam a nossa insatisfação; já as urnas, aquilo que realmente queremos mudar.
SEBASTIÃO SEIJI TOKUNAGA (advogado) – Londrina




Impeachment não resolve a crise
Diante da conjuntura do Brasil, se faz necessário uma análise de conjuntura. Evidentemente a questão da corrupção deve ser combatida e contundentemente exterminada. No entanto, não podemos confundir com golpe, com furto do processo democrático. Um processo de impeachment da forma que está sendo configurada não trará benefícios à população. O que mudará o País será a consciência política. O caso Collor está aí para comprovar. Faz-se necessário uma junção no momento para levantar o País, sairmos dessa crise e para buscarmos alternativas. Uma suposta direita conservadora, tão corrupta ou mais, não tem condições de dizer para onde devemos seguir. Efetuou-se um processo eleitoral, respeitemos o mesmo e com ele devemos amadurecer o nosso processo de escolha. Caso contrário, o impeachment somente será uma forma de tomar o poder à força, não pelos brasileiros, que de forma alienada muitas vezes cooperam para os interesses de quem não vislumbra nenhuma melhora. Vamos discutir política, nos conscientizar e principalmente saber votar. Esse é o processo que o Brasil precisa urgentemente passar.
JACQUELINE MARÇAL (professora) – Londrina




Silêncio de cumplicidade
Patético crer no desconhecimento por parte dos congressistas da existência dos grandes escândalos investigados atualmente e em passado recente. Deputados e senadores fazem cara de paisagem, tentando passar ao povo a mais singela mensagem: sou diferente. Na realidade, são indiferentes. Pensam no seu futuro, esperando chegar lá e encontrar a mesma facilidade para fazer o seu programa de corrupção e de depravações vis. Os partidos, que deveriam debater ideias e deliberar programas, são verdadeiras ditaduras, blindados por um corolário de comissões provisórias nos municípios à disposição para serem manipuladas ou dissolvidas de acordo com a necessidade. A cada dia, as saídas para grave crise econômica e política que aniquilam o Brasil são mais restritas. Quem sabe dissolver o Congresso, empossar alguém de conduta ilibada e com conhecimentos de história, política e administração pública para governar por um ano até a elaboração de uma Constituição realista, sem nenhum dos atuais congressistas e com mais facilidade para as investigações judiciais com o afastamento prévio dos suspeitos, até a conclusão do processo em 2º grau, condenando-se ou absolvendo o suspeito. O silêncio precisa ser rompido por quem não deseja ser tido como cúmplice da degeneração do país em rápido mergulho ao fundo do poço.
IZAIAS BITENCOURT MORAES (contador) – Londrina




Rotatória problemática
Sinceramente, a ideia de colocar uma lombada a 200 metros de uma rotatória localizada na Rua Sebastião Cesário de Souza, final da Rua Bolívia no sentido do Jardim Califórnia (Praça João Negrão), com sete vias de entroncamento de mãos vai e vem, é de ficar com o queixo caído. Imagino que os engenheiros estudaram, analisaram, planejaram e mandaram executar a "obra" em uma das rotatórias mais movimentadas e perigosas de Londrina. No entanto, não devem trafegar por lá nos horários de pico. Agora, o que se vê é uma rotatória paralisada e engarrafada. Passou da hora de realizar projetos verdadeiramente grandes e decentes.
JOSÉ VIEIRA DE SOUZA (servidor público) – Londrina

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