STF e a condenação em segundo grau
Tento entender o ponto de vista dos críticos da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) ao permitir o início da execução penal de um caso após a confirmação de sentença condenatória em segundo grau. No meu leigo entendimento só consegui visualizar a revolta de uns e outros pela perda de ganhos que disso possa advir, ou seja, é muito mais fácil ganhar com os criminosos soltos pagando por cada entrada de recurso nos tribunais, independente dos prejuízos causados à população do que com o mesmo trancafiado sem possibilidades de continuar na ativa. Faz-me lembrar frase antiga que denomina de "advogado de porta de cadeia", àqueles que ganham dinheiro fácil sem fazer esforço algum, apenas seguindo os trâmites burocráticos normais para liberar um cidadão incauto que praticou algum pequeno delito. Se persistir esse novo entendimento, haverá que se trabalhar muito mais para manter os mesmos ganhos e isso aflige alguns dessa classe. Essa é a minha visão de cidadão comum, trabalhador e cumpridor de seus deveres para com a sociedade. Essa mudança de postura do Judiciário é um dos pilares das 10 medidas de combate à corrupção, proposta de iniciativa popular encabeçada pelo Ministério Público e que já conta com quase 1,5 milhão de assinaturas. Quanto ao prejuízo que alguns possam ter caso sejam punidos com a perda da liberdade e posteriormente se conclua pela inocência, creio que, sendo uma minoria (diante de tantos desmandos que temos assistido), valerá a pena a sociedade vir a ressarci-los por esses possíveis prejuízos. Não sei de onde se tirou a conclusão que a posição do STF se traduz em um "pensamento que contraria os princípios básicos que orientam o pensamento humano". Ora, da maioria de cidadãos que conheço, o que se quer é a punição em todos os níveis da sociedade (bandidos, bandidinhos e bandidões – de colarinho branco ou não). Isso não impede que esses continuem, através dos serviços de grande valor prestados pelos advogados, a entrar com recursos buscando a diminuição ou cancelamento da pena. Esse direito permanece intocado e deve a classe advocatícia cobrar do Poder Judiciário a rapidez na votação dos recursos.
DOMINGOS SÁVIO PEREIRA (administrador de empresas) – Londrina

A sombra de Lula
Certas coisas são difíceis de entender, como pode cair o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo? Um homem que foi uns dos líderes da campanha de Dilma, braço direito dela e negociador do impeachment. Ao que me parece, quem não gosta do Cardozo é o Lula, porque o ex-ministro vinha permitindo a PF investigar, fazendo um bem para nosso país. Lula chegou a sugerir, no ano passado, que o vice-presidente Michel Temer pegasse as rédeas do Ministério da Justiça. Lula já estava prevendo onde a Lava Jato chegaria. Lula mostrou a força que ainda tem no governo, anunciou que nem ele e nem dona Marisa, sua esposa, vão depor para explicar a suposta compra do apartamento triplex do Guarujá e a reforma do sítio em Atibaia (SP). A queda do ministro da Justiça é sinal que Lula deve estar bravo. Impressionante é ver claramente quem realmente manda nesse nosso Brasil. Pela primeira vez estou com dó da Dilma que está sendo "fritada" por Lula e cia. O PT (ala Lula) não a convidou para a festa do partido e agora tira um dos seus maiores defensores de perto dela. Só espero que o novo ministro da Justiça deixe a PF trabalhar e não interfira na Lava Jato e nem na investigação do Lula e que o ex-presidente pare de intimidar a PF.
JOÃO BATISTA RAMINELLI (professor) – Londrina

Falsidade ideológica
Referente à matéria "Servidora é presa em salão de beleza" (Geral, 4/3), fica o alerta para aqueles que pela inocência ou falta de conhecimento costumam se ausentar de seu setor de trabalho no horário do expediente. Nossa companheira de trabalho foi surpreendida por falsidade ideológica enquanto realizava uma visita em um salão de beleza e, segundo relato, ela apenas estava apreciando joias. Cuidado com a plaquinha "volto logo", com a devida investigação, isso pode resultar em desagradável surpresa. Portanto, espero que esse tipo de punição seja aplicada a todos, sem discriminação nem distinção de quaisquer gênero, grau ou vínculo bairrista.
ALGIMIRO SANT’ANA (acadêmico de enfermagem) – Londrina

Rir para não chorar
A minissérie e o filme "Os Dez Mandamentos" deveriam ser gravados em Brasília. Já pensou Moisés dizendo ao Faraó: "Ou você liberte o meu povo ou serão lançadas sobre o Egito todas as pragas do PT e dos partidos aliados!". Tenho a mais absoluta certeza que o Faraó se renderia de joelhos e implorando clemência.
LUIZ ALBERICO PIOTTO (servidor público) - Cambé

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