OPINIÃO DO LEITOR
Lula na berlinda
Calma, ainda não terminou: falta o toc, toc do japonês da Polícia Federal!
TANIA TAVARES (professora) - São Paulo
Água salgada
Foi divulgado que a Sanepar reajustará novamente a tarifa da água em 11%. Isso há menos de um ano, pois o último reajuste foi em setembro do ano passado. Honestamente, gostaria de entender por que o governo do Estado permite esse tipo de abuso com o consumidor. Além de ter a tarifa de rede de esgoto mais cara do País, a Sanepar não vem prestando um serviço "top line" para ficar reajustando tanto o fornecimento de água. Fica difícil pois o pobre do trabalhador tem reajuste salarial somente uma vez por ano - por sinal uma mixaria - e as tarifas de necessidades básicas (água, luz, etc.) reajustam duas vezes ao ano. E com tudo que está acontecendo no País (crise econômica, inflação, recessão, desemprego, epidemia) estamos realmente à beira do abismo! Enquanto isso, uns e outros que nadaram no mar da corrupção ficam aí com a maior cara de pau se esquivando das garras da Justiça, sem dizer que a cada dia vem à tona mais e mais casos de corrupção. Estão deixando a população num barco furado em um mar de água muito salgada, debaixo de uma tempestade nebulosa cercada de tubarões famintos, pois um é mais ganancioso que o outro. Larápios e sanguessugas dos nossos suados impostos que deveriam mudar de nome: em vez de imposto, deveria chamar "caixinha de político"!
MARIA REGINA MINTO REYES (assistente administrativo) Londrina
80 anos do Mãe de Deus
Fico pensando como era Londrina quando surgiu o Colégio Mãe de Deus em 1936. A cidade mal havia se emancipado, e lá estavam as bravas irmãs, colocando amor e fé na construção do colégio. Não estudei lá, mas tenho familiares que estudaram, e mais ainda, sou sobrinho de uma das grandiosas irmãs que marcaram a história do colégio. Coincidentemente, o Mãe de Deus faz anos no mesmo dia do meu amado avô Henrique Blanco, um pioneiro de Londrina repleto de fé. Eram tempos difíceis, imagino, de construção da cidade onde, naquele momento, só havia terra vermelha para todo canto. Mas a fé estava lá, erguendo tantos patrimônios da nossa cidade. Que ela seja conservada sempre.
FÁBIO DOS SANTOS BLANCO (jornalista) Londrina
Hitler e o Mein Kamp
É um prazer muito grande ler um artigo tão bem escrito como "O espectro do Mein Kamp" (Espaço Aberto, 4/3) onde o autor Hubert Alquéres aborda com bastante clareza a importância de manter a censura longe de nossos livros em um Brasil onde o hábito da leitura é deficitária principalmente nos mais jovens. Ao invés de proibir, como diz o artigo, "a melhor maneira de combater as ideias pregadas por Hitler é debatê-las". E eu complementaria com o velho ditado: "Conhecer o mal e optar pelo bem".
JAIME ADILSON MARQUES DE CARVALHO (engenheiro agrônomo) Londrina
Indexação salarial
Em fevereiro de 2004 a soja custava R$ 45,20/saca. Corrigida pelo IGP-M deveraia custar hoje R$ 96,19 e está R$ 76. Vendo meu produto por menos do que a inflação do período. Tendo uma receita menor, priorizo alguns itens, deixo de consumir outros. Troco a marca de muitos. Por que os servidores - municipais, estaduais ou federais devem ter recomposição do índice inflacionário? A medida pode estar prevista na Constituição, ter lei que a justifique conforme o Núcleo de Comunicação da Prefeitura de Londrina (Opinião, 3/3), mas sua existência nos dias de hoje é insana. Corrigido o salário do servidor municipal, o IPTU será também corrido para fazer frente à despesa. O supermercado aumentará o preço dos produtos que os servidores vão consumir, pois ele e seus empregados pagarão mais IPTU. A indexação cria um círculo vicioso que deve parar. Que tal pegar um percentual razoável, não o absurdo de hoje, da receita do município e destinar ao pagamento de salário? Exemplificando: Receita municipal: 100; Destinado a servidores: 50; Quantidade de servidores: 5; Salário de cada servidor: 10; Se para dar conta do serviço é preciso 10 servidores; Salário: 5
ILDO YUKIO MARUBAYASHI (agricultor) Londrina
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