Oscar e a cor da pele
Com relação à matéria "O Oscar. E a cor da pele" (Folha2, 1/3), concordo com o jornalista Carlos Eduardo Lourenço Jorge acerca da importância da crítica fustigante e bem humorada do ator Chris Rock no que diz respeito à falta de papéis para atores negros no cinema. Acredito ser de grande relevância aqui nos lembrarmos do discurso poderoso de Viola Davis no Emmy Awards 2015, criticando com veemência a falta de oportunidades para atores negros: "Não se pode ganhar um Emmy [ou um Oscar, ou qualquer outro reconhecimento] por papéis que não existem". É gratificante ver o discurso da mudança finalmente chegando aos cinemas e suas celebrações. Ao mesmo tempo, temos o prazer de ver um diretor mexicano levando a estatueta para casa pelo segundo ano consecutivo!
VINÍCIUS NEVES DE CABRAL (aluno de mestrado do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Estadual de Londrina) - Londrina

Caso do Aedes aegypti
Está sendo confuso a divulgação do significado do Aedes aegypti. A Wikipédia dá Aedes, do grego, odioso, e aegypti, do latim, do Egito, querendo dizer que Aedes aegypti significaria odioso do Egito. É verdade que Aedes, oxítona no grego, significa desagradável, odioso, agressivo. Contudo Aedes aegypti não tem nada a ver com grego. É puro latim. Primeiramente, a respeito da pronúncia. Na imprensa ouvimos pronúncias diferentes. Na clássica (dita restaurada, empregada nas universidades e no mundo científico) se diz A-edes e A-egypti separadamente. Na pronúncia de aegypti, genitivo em latim, em português adjunto adnominal com a preposição de = do Egito, significando, portanto, casa do Egito. Mas o que tem casa do Egito com isso? O Aedes aegypti (casa do Egito), transmissor da dengue, só pode ter como origem haver surgido em casas naquele país e daí se propagado, esquecendo-se do passado ao ser eliminado. Já que estamos no caso das curiosidades, não nos esqueçamos de que do latim aedes há em português edifício, edificar, edificação, tudo referente a casa. O pranteado poeta mandaguariense (e bom poeta), Célio de Alencar, mas mineiro da gema, visitava frequentemente a fazenda de um amigo de Machado (MG). Certo dia de festa na cidade, na alegria múltipla, o amigo leva junto o filho de 11 anos. Um edifício de janelas enfeitadas e apinhadas de moradores chama a atenção do menino: "Pai, olha quanta casa trepada!". Não estava certo o garoto? Ele só conhece casa uma ao lado da outra. Agora acaba vendo uma casa em cima da outra. Afinal, o que é edifício? Edifício, de Aédes facere, em latim, significa fazer casas e, como substantivo, digamos, casas feitas na horizontal, isto é, uma em cima da outra.
NELSO ATTÍLIO UBIALI (doutor em Letras e professor de Latim aposentado) – Londrina

Transferência de responsabilidade
Vislumbramos através da história que a maioria dos governantes não assumem seus erros, pois correm o risco de perder credibilidade perante seus comandados e a sociedade, sem esquecer o risco eminente de cometer suicídio político. O governo do PT, nesses 13 anos, criou a ilusão de economia estável para desembocarmos num abismo sem fim, da bancarrota financeira do país, sacrificando todas as classes, desde a trabalhadora até a empregadora. Enfim, um desastre sem precedentes. Estranho é que, para os Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), a elite intocável, a crise não existe, não há sacrifício quando comparados com a classe produtiva. A sociedade é sábia, mas está sendo obrigada a aceitar a contragosto, goela abaixo, o dito ajuste fiscal para equilíbrio das contas. Uma coisa está clara e transparente, quem criou essa crise não foi o povo trabalhador, e sim a administração desastrosa de Lula e Dilma, que somados aos desvios e apropriações indébitas bilionárias de empresas estatais, levou o país novamente a uma crise sem precedentes. O mínimo esperado pela sociedade do bem, é que esse governo assuma seus erros e renuncie ou o povo exija o impecheament, pois não há credibilidade nem confiança de investidores e de empresas que queiram se instalar no país. As eleições são em outubro, escolha seus candidatos com bom senso, não apoie quem comete erros e crimes que comprometam nossas vidas.
YOCHIHARU OUTUKI (engenheiro agrônomo) – Itambaracá

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