Opinião do leitor
Congelamento de tarifa?
Novamente estamos diante de promessas de nossos políticos referentes a congelamentos de tarifas. Se já não bastassem as propagandas do governo petista sobre as tarifas sociais e engodos direcionados ao incauto povo brasileiro, temos que aturar novamente certo senador bater na mesma tecla sobre o congelamento da tarifa, como já aconteceu no período de 2005 a 2011, comprometendo drasticamente os sistemas operados pela Sanepar e Copel. Nesse período de seis anos, a inflação foi de 34%, que se refletiu em materiais, produtos, mão de obra etc. Para sanar esta defasagem, foram previstos aumentos na tarifa de água de 16% (2011) e 16,5% (2012), bem acima da inflação da época, causando enorme insatisfação à população, porém necessários. Na setor de energia elétrica, apesar do ex-governador alardear o congelamento, o aumento de 2003 a 2009 foi de 30,47%. Agora novamente estamos ouvindo estes lero-leros na mídia para enganar o povão. Será que este último aumento da tarifa da energia elétrica autorizado/exigido pelo governo federal (Aneel) de quase 50%, depois de uma ilusão proporcionada pela presidente em 2012 reduzindo a tarifa em 18%, já não é uma clara manipulação de nossa inteligência? Nós, eleitores, devemos ficar atentos, pois esse conto do bilhete premiado é antigo!
FLAVIO LUIZ ZAPPAROLI (aposentado) Londrina
Salários
Nos últimos 12 meses, os trabalhadores, em 311 acordos firmados, tiveram redução de seus salários. A Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) desde 2007 vem elaborando estudos sobre o tema e observa que há uma tendência de alta para o enfrentamento da crise que o Brasil atravessa. Dias atrás, o economista-chefe de um dos maiores bancos do País, Ilan Goldfajn, cunhou a seguinte frase: "Se não fizer nada, o País pode cair para a terceira divisão". A metáfora utilizada revela que temos que ter senso de urgência para que tenhamos esperança no futuro, ou seja, precisamos ter atitude. Em Brasília, líderes da base governista pedem urgência no projeto que reduz os salários da presidente Dilma, seu vice e ministros. Inúmeros economistas relacionam tal postura como um sinal claro ao mercado para a retomada da confiança. Lamentavelmente, em Londrina o prefeito Kireeff e os vereadores da cidade remam na direção contrária de muitas cidades do Paraná e de outros estados do Sul. Através do Decreto nº 170, publicado no Jornal Oficial nº 2923, o prefeito Kireeff "pegou carona" na revisão salarial dos servidores municipais e aumentou seus proventos, do vice e de seus secretários. Os próximos serão os vereadores (as). Há algum tempo que os nobres edis vêm ensaiando um discurso que justifique o aumento de salários, utilizando termos do universo econômico, como indexação, reposição e por aí vai. A questão é: é tão necessário assim este reajuste salarial?
LIDMAR JOSÉ ARAUJO (professor de sociologia) - Londrina
Trânsito
Se não é possível lavrar auto de infração sem a presença do agente de trânsito, o que dizer das câmeras vigias espalhadas por ruas e estradas mundo afora? No país da delação premiada, ajudaria muito nosso costumeiramente violento e caótico trânsito se o cidadão responsável e motorista respeitador das leis e regras também fosse um "agente de trânsito", registrando quando percebesse um risco para si ou demais habitantes (proporcionado pelas aberrações protagonizadas pelo motorista brasileiro, com sua típica e notória direção irresponsável, agressiva e desrespeitosa) e enviando a foto do veículo para os órgãos competentes. Enquanto isso, as infrações continuam e riscos de acidentes com vítimas só aumentam. Os 50 mil mortos no Brasil ainda não bastaram para alertar que todos podem ser vítimas a qualquer momento dos "exemplares" condutores, vigiados ou não!
GLAUCO BORBA (dentista) - Londrina





